Histórias de eventualidades, improbabilidades, bicharadas, noitadas e coisas do arco da velha que de alguma forma me acabam sempre por acontecer. Crónicas diárias com a matilha, muita bicharada à mistura, muita música e sempre com um humor caústico como muita gente gosta de o caracterizar.
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05/02/2009

Cobra de ferradura

Como agora o Inverno é low season para as cobras aqui ficam as fotos de uma Hemorrhois hippocrepis nascida este ano que encontrei e massacrei com uma sessão fotográfica. É claro que depois foi libertada incólume e apenas farta de mim até às escamas rostrais!







04/05/2008

Project Pyrrhocorax


Projecto Pyrrhocorax

Uma das vertentes deste projecto é criar uma plataforma de opinião pública e discussão critica em torno desta espécie, no qual se pretende uma participação activa de todas as pessoas e organismos na obtenção de instrumentos para a elaboração de uma estratégia regional e nacional de conservação da Gralha-de-bico-vermelho.


Há algum tempo chamaram-me a atenção para este projecto. Como sabem o PNSAC é um dos poucos sítios onde as Gralhas de Bico Vermelho nidificam em algares. Uma das coisas que mais gosto de ver são os bandos de Gralhas de Bico Vermelho no início do Outono. Qualquer um que já os tenha visto, é impossível não ficar impressionado.
Espero poder dar uma ajuda a este projecto no que me for possível (e no pouco tempo que tenho disponível). As gralhas (que cada vez são menos) merecem!

08/01/2008

A patrulha das salamandras


Já se tornou quase tradição de fim de semana o resgate das salamandras. Ao sábado e aos domingos lá vou eu com os putos atrás e camaroeiro às costas bater as cisternas da região. As salamandras na procura de uma lugar com água para procriarem caem dentro destes poços e não conseguem sair, morrendo ou de fome ou afogadas na água das chuvas que se acumula. Os miúdos vão todos contentes (para variar) com o camaroeiro no ombro "salvar as samalandras" e uma a uma lá as içam do poço sombrio, guardando-as dentro de um pequeno balde. Depois uma a uma retiram-nas do pequeno balde e colocam-nas perto de um muro ou amontoado de pedras para elas se poderem esconder e fugir do sol que as resseca. Nesta altura as salamandras já de tanto stress começaram a libertar as suas toxinas (salamandarina) protectoras. Os miúdos já sabem que não podem levar as mãos à boca nem tocar nos lábios ou nos olhos. Lavam as mãos no balde já vazio de salamandras e cheio de água, agarram no camaroeiro e dizem "Para a semana temos de voltar senão morrem afogadas". No outro dia ouvi um deles dizer "Podemos levar uma?" ao que um dos outros respondeu "Não, senão para o ano queres brincar com elas e já cá não estão."
Com esta brincadeira toda já o miúdos aprenderam uma lição importante. Já sabem que as nossas salamandras são da espécie Salamandra salamandra gallaica e que é importante não as retirar do seu meio ou corremos o risco de não as mais encontrar. E isto tudo com brincadeiras inocentes. Fico com confiança no futuro e orgulho nos meus putos.
De seguida vamos para casa, comemos uns medronhos pelo caminho, apanhamos uns cogumelos para comer em casa (Macrolepiotas) e vamos reconfortar o estômago com um leite quente.

01/10/2007


Este fim de semana não tenho nada marcado (bem, tenho uma coisita mas como é à noite não me altera muito os planos).
Como tal é fim de semana de ir para o campo! Aaaaaaaaah, já tinha saudades do Outono. De andar à caça dos primeiros cogumelos, das salamandras as arrastarem-se pela erva, dos medronhos pendurados no meio do mato.
Vai ser agarrar nos cães e ir para o meio de lado nenhum. Ui, que saudades!

30/08/2007

Escaravelho reencontrado - Trechus machadoi


Foi reencontrado no parque natural da Serra de Aire e Candeeiros uma espécie da qual existiam apenas dois exemplares recolhidos em 1938. Esta espécie foi reencontrada pela bióloga Sofia Reboleira bióloga da Universidade de Aveiro que encontrou apenas 30 exemplares o que é uma densidade populacional muito baixa para a espécie em questão. Este escaravelho foi encontrado entre os 20 e os 100 metros de profundidade durante prospecções destinadas a catalogar a biodiversidade cavernícola numa colaboração da Univ. de Aveiro com invetigadores do PNSAC. Este escaravelho tem como habitats conhecidos as grutas das Alcobertas na Serra dos Candeeiros e a gruta da Contenda na Serra de Airre.

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