Eu sei que tenho andado afastado e não tenho actualizado o blog. Enquanto não o faço podem aproveitar para comprar este excelente cd para caridade.
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09/02/2009
Hong bao e outros intercâmbios culturais

Sendo que a minha casa é mais concorrida que uma casa de meninas em princípio do mês, não podia deixar de ser sem ter mais uma visita. Desta vez veio de longe, de um outro continente. A Yutzu ou chinoca para os amigos (sim, sou cruel e xenófobo) veio passar uns dias cá a Portugal vinda de Taiwan com o objectivo de aprender Português, tirar fotos para o livro que estamos a escrever e visitar o maior número de sítios possível no menor tempo possível.
Para quem ainda não sabe estamos a fazer a primeira colaboração Luso-Taiwanesa(Formosana?) para a criação de um roteiro turístico de Portugal para chineses e formosanos, passando pelos sítios todos do costume e pelos inevitáveis três fs.
É claro que como bom professor e bom cicerone aproveitei por mostrar as melhores tascas das redondezas bem como os melhores sítios para fotografar/visitar/comer. E claro, com a linguagem também. Depois de termos despachado os palavrões que como toda a gente sabe é a primeira coisa que qualquer estrangeiro se digna a aprender. Um conselho, se forem à china, façam o que fizerem não digam a palavra "galinha". É claro que também aproveitei para aprender algumas coisas em chinês. Já sei contar, dizer o meu nome, idade e meia-dúzia de asneiras para além de chop suei e outras coisas assim.
É claro que o choque cultural foi inexistente tanto até porque a minha família e os meus amigos são conhecidos por receberem toda a gente de braços abertos. E se no primeiro dia houve algum problema para explicar que Taiwan não pertence à China "Atão, mas se tem os olhos assim é chinesa? Não? Então só pode ser japonesa!", passados alguns dias já era a chinoca da casa, para grande diversão de todos os presentes, é claro que nessa altura ela já se sabia defender com um chorrilho de asneiras. Se bem que as primeiras tentativas, "Gralho", "Gáralho", "&%$€#$%#", foram hilariantes.
O episódio mais hilariante de todos foi o manguito à portuguesa, coisa que todas as crianças aprendem a fazer desde o primeiro dia de aulas altura em que entrelaçam um lápis nos dedos para ganhar desenvoltura muscular para conseguir fazer o manguito em condições. Claro que ela optou pela mesma estratégia, escusado seja dizer que ainda precisa de mais alguma desenvoltura antes de conseguir fazer um triciclo que não se pareça com alguém com artrite reumatóide, mas que deu para umas risadas valentes isso deu.
E antes de me quererem linchar (sim, quase que a embebedamos com Sagres) saibam que tirámos excelentes fotografias e visitamos alguns dos sítios mais emblemáticos de Portugal, tais como o convento de cristo, a nazaré, passeio no Tejo até ao Almourol, e outros lugares de igual importância história e turística. Comemos peixinho assado na nazaré, fotografamos ondas de 5 metros no farol, comemos percebes. Visitamos amigos e ela fez muitos mais.
Já agora para os que se perguntam o que é o um hong bao, é o envelope vermelho que está na imagem. Em Taiwan é tradição oferecer o Hong Bao no ano novo chinês com dinheiro dentro às pessoas que gostamos. Depois dorme-se com esse envelope debaixo da almofada e é suposto trazer boa fortuna para o ano todo. Foi a prenda da Yutzu na passagem de ano chinesa para todos na casa.
É claro que com o sentido de humor que tem ofereceu-me também uma sweat-shirt que diz "As mulheres têm sempre razão" o que vale é que está em mandarim e ninguém entende... Espero eu, já não chega o que tenho de aturar!
O que interessa é que partiu ainda mais apaixonada por Portugal que o que já estava e com promessas de voltar. E agora já sabe o que quer dizer Saudade.
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Fim de semana,
Mundos,
Vidinha
05/08/2008
Algar dos Alecrineiros
E não é que o algar mais profundo de Portugal é na minha terrinha?
Soube desta novidade à pouco, tem uma profundidade de 220 metros e ainda tem muito para explorar!
Para mais informação na pesquisa feita pela NALGA (Núcleo dos Amigos das Lapas, Grutas e Algares) ver aqui.

Tenho de lhe fazer uma visita!
Soube desta novidade à pouco, tem uma profundidade de 220 metros e ainda tem muito para explorar!
Para mais informação na pesquisa feita pela NALGA (Núcleo dos Amigos das Lapas, Grutas e Algares) ver aqui.

Tenho de lhe fazer uma visita!
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Mundos
08/07/2008
Dassi
A ROADSIDE toilet stop ended in pain, embarrassment and almost death for a tourist when a highly venomous snake bit the end of his penis.
Depois de ler isto, acho que vou ter pesadelos durante uma semana.
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Mundos
19/05/2008
A espuma da terra
Hoje foi dia da inauguração da exposição "Espuma da Terra", dedicada a minerais. A exposição encontra-se nas grutas de Mira de Aire mesmo na última sala da gruta. A exposição está extremamente bem construída sendo que o impacto visual é algo de extraordinário (a adicionar à magnificência da própria cavidade). É um bom plano de fim de semana, um passeio pelo maciço calcário estremenho a juntar à visita às grutas da região (Serra de Santo António, Alvados, Mira de Aire e Moeda).
Quanto à inauguração, já chegamos um bocado tarde, mas ainda assim tivemos direito a visita guiada exclusiva pelo proprietário dos minerais, alguma paparoca (se bem que a fome não era muita) e a companhia era muito agradável.
Visitem, vale a pena!
Quanto à inauguração, já chegamos um bocado tarde, mas ainda assim tivemos direito a visita guiada exclusiva pelo proprietário dos minerais, alguma paparoca (se bem que a fome não era muita) e a companhia era muito agradável.
Visitem, vale a pena!
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Mundos
07/04/2008
O final
Estava ontem a ver o Câmara Clara na Rtp2, e não, não sou um intelectual elitista, estava só a ver se o sono chegava, que terminou com o que é a minha opinião um dos melhores finais de filmes de sempre, o Dr. Strangelove que acaba com uma música da Vera Lynn "We'll meet again" e que sabe mesmo à cereja no topo do bolo. Assim puz-me a pensar nos quais seriam para mim os melhores finais de filmes de sempre e sem ser exclusivo e sem qualquer ordem específica aqui ficam (para quem ainda não viu os filmes prossiga com cautela):
Música: Vera Lynn - We'll meet again
Música: Aimee Mann - Wise Up
Música: The Pixies - Where is my mind
Música: Vera Lynn - We'll meet again
Música: Aimee Mann - Wise Up
Música: The Pixies - Where is my mind
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Passatempos
06/04/2008
As panorâmicas

Sábado de manhã foi passado no meio da serra a servir de guia enquanto um amigo meu tirava panorâmicas para um trabalho de DVD que estava a fazer. Como não queria estar a atrapalhar a concentração dele e também não me apetecia estar a olhar para ontem levei a minha pequenina Fuji F31-fd para me divertir a disparar contras as orquídeas que encontrava na serra. Convida-se o meu micro companheiro que está sempre pronto para a aventura e lá fomos nós, o cosmos, aqui o je e a formiga atómica para os requantos mais altos da serra de aire e candeeiros.
Ainda deu para apanhar algumas orquídeas. As barlias por esta altura é que já estão velhas e pouco vistosas. A chuva que aí vem de certo que vai dar para as refrescar.
Estava um dia mesmo muito bom para andar a pé. Foi pena é estar uma névoazinha manhosa que não deixava tirar imagens como deve de ser, mas pelo que ouvi dizer um pouco de pós-produção e põe as coisa no sitio.
Depois, acabamos na inevitável Maria dos Queijos a lambuzarmo-nos com uns queijinhos frescos, com morcela e chouricinha na brasa, que acaba por ser o problema, já que quando acaba por chegar a carne já estamos empanturrados com as entradas. Mas foi muito bom. A dor de cabeça é que não ajudou. Quando cheguei a casa foi tomar uma aspirina e dormir umas horitas, já que se aproximava uma looooonga noite!
O resultado das orquídeas foram estes:

Orchis mascula

Orchis italica

Barlia robertiana

Aceras antropophorum

Ophrys bombyliflora
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Vidinha
24/03/2008
Os quadradinhos

Os quadradinhos foram/são uma paixão já antiga. Tudo começou com a Turma da Mónica e do Cebolinha. Bastavam-me dar um livro destes para me entreter por horas a olhar para os desenhos e a tentar ler o que cada um dizia. Depois mudei para a Disney, com os seus Hiper-Disney, calhamaços versão paperback dos mangas japoneses com dezenas e dezenas de histórias e era ver-me horas a fio agarrado a ler as aventuras do Donald, da Vovó Donalda, dos escuteiros mirins, do Tio Patinhas, do Professor Pardal e do Lampadinha, do SuperPateta e os seus amendoins...
Alguns anos depois descobri os X-Men por acidente. Ainda me lembro do primeiro livro que comprei. A saga da Dark Phoenix em versão brasileira, um dos marcos dos comics americanos. A partir daí foi o vício completo, ele eram os X-Men, os Quarteto Fantástico, a JLA (na fase do Bwa-ha-ha), a Tropa Alfa, ... tudo em brasileiro. Depois passaram a ser editados em Português mas foi sol de pouca dura. Ainda assim de vez em quando tinha acesso a uma ou outra loja que trazia os comics na versão original. Aliás foi assim que conheci grandes livros como V for Vendetta, Watchmen, LEG, The Dark Knight Returns, Sandman, Kingdom Come... e outros de temática mais madura (e por madura eu não quero dizer pornográfica).
Agora já não tenho muito tempo para os comics. Mas o bichinho continua lá, por isso de vez em quando é ver-me rumar à Amazon.Co.UK e actualizar-me com os paperbacks das séries que vejo têm tido boas reviews. Acabei à pouco o Y the Last Man, que recomendo vivamente. Experimentem esta leitura alternativa, vão ver que não se arrependem. Andam por aí coisas aos quadradinhos muito boas.
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Passatempos
23/03/2008
A canjica
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Este ano tive uma Páscoa original. Um casal amigo convidou-me para o almoço de Páscoa deles para comemorar o nascimento da sua filha mais nova. Ora este casal é brasileiro, e o meu amigo era cozinheiro antes de imigrar para Portugal. Assim, o almoço prometia.
Tudo começou com carne grelhada com fartura à boa moda brasileira acompanhada de mandioca cozida e de uma saladinha com um molho especial brasileiro que faz qualquer vegetariano comer e chorar por mais. Tudo isto regado por um suco de frutas delicioso. (comprimidos e vinho não funciona para muita infelicidade minha)
Para a sobremesa foi uma deliciosa canjica. Sobremesa típica brasileira, feita com milho, amendoim, leite de coco. Pode-se dizer que é ligeiramente parecido com o nosso arroz doce, mas mais liquido e exótico. Bem, ficou para repetir.
É claro que o melhor de tudo foi a amena cavaqueira. O quentão (bebida também típica destas andanças) ficou prometido para uma próxima vez.
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Vidinha
19/03/2008
A contestatária

Já vos disse que adoro a Mafalda?
É daqueles livros intemporais que leio e leio e nunca perdem o significado. De facto já conheço algumas tiras de cor. Mas ainda assim não consigo evitar a gargalhada. Foram os 15€ mais bem empregues que já dei por um livro. Se puderem comprem. É mesmo intemporal.
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Mundos
13/03/2008
A busca
Desde que instalei o statcounter tenho tido informações hilariantes sobre os visitantes deste humilde estaminé. Deixo aqui alguns exemplos das buscas que são feitas no google e que aqui vêm dar:
- comospesnaterra olho do cu: Nota-se que sou querido dos meus amigos ...
- anfibios do mar: Desta variedade não conheço. Será que há todo um mundo de anfíbios que me está a escapar?
- cai a noite na aldeia: Quiçá o melhor jogo de festa de sempre (se bem que a dri discorda de mim)
- vendedores de separadores de gotas: Que raio é isto? Como raio se separa uma gota?
- tampas para chaminés: Que raio?!?
- garrafinhas de favaios: É bom não é?
- criadouro de anfíbios: Já não bastavam os de cães, ainda mais de anfíbios!
- estação meteorologica lidl: Os fãs andam aí!
- separadores de mesa - casamentos: Devem pensar que isto é a revista Maria...
e o vencedor absoluto
- ti maria dos queijos: A atingir fama de forma internacional! Quando lá voltamos malta?
- comospesnaterra olho do cu: Nota-se que sou querido dos meus amigos ...
- anfibios do mar: Desta variedade não conheço. Será que há todo um mundo de anfíbios que me está a escapar?
- cai a noite na aldeia: Quiçá o melhor jogo de festa de sempre (se bem que a dri discorda de mim)
- vendedores de separadores de gotas: Que raio é isto? Como raio se separa uma gota?
- tampas para chaminés: Que raio?!?
- garrafinhas de favaios: É bom não é?
- criadouro de anfíbios: Já não bastavam os de cães, ainda mais de anfíbios!
- estação meteorologica lidl: Os fãs andam aí!
- separadores de mesa - casamentos: Devem pensar que isto é a revista Maria...
e o vencedor absoluto
- ti maria dos queijos: A atingir fama de forma internacional! Quando lá voltamos malta?
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Mundos
05/03/2008
Os esquilos
Uma amiga minha teve a felicidade de criar esquilos terrestres de richardson (Spermophilus richardsonii). Com o dedo rápido no gatilho conseguiu disparar esta pequena maravilha capaz de derreter os corações mais gélidos.
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Mundos
25/02/2008
A saída
Cá vai então o relato da segunda visita de campo Amphibio.Org.
Tudo começou numa chuvosa manhã de Inverno, quando nos encontrámos na Videla, que era o ponto de mais fácil referência para quem sai da A1, já que se pedisse aos anfibiófilos que se juntassem a mim no local de prospecção o mais provável seria que se perdessem nas intermináveis estradas labirínticas da Serra de Aire e Candeeiros. Assim carro a carro lá se ia formando o nosso pequeno mas rico grupo de garimpeiros do ouro caudata.
Um café depois e lá fomos nós a caminho daquela que seria a nossa residência por dois (húmidos) dias de herpetofilia excelentes. Depois de largarmos as bagagens de camaroeiro em riste lá fomos nós enfiar o nariz na nossa primeira poça. Aí encontrámos o nosso primeiro pygmaeus, a espécie que sem dúvida iria ser o rei da festa com a sua crista imponente e cores vivas. Depois de uma explicação breve e da sexagem do bicho, que no caso é extremamente fácil como quem conhece a espécie pygmaeus sabe, a segunda apanha foi uma larva de salamandra.
Estas sim eram omnipresentes em qualquer buraquito que tivesse água. Depois a apanha seguinte foi uma fêmea de Pleurodeles waltl, grande, gorda e velha. Já era o segundo ano que a encontrava naquele lugar, então foi como reencontrar uma velha amiga. Os rapazes e raparigas já que este era um grupo bastante heterogéneo, algo de estranhar no mundo da herpetofilia, quase tiveram uma síncope quando viram aquela beldade. Um animal lindo e enorme, com umas cores fenomenais e ainda com o tecido cicatrizado da úlcera com que a encontrei o ano passado. Todos adoraram a visita que aquela velha amiga nos fez.
Nesta poça estava também uma Natrix maura morta infelizmente com a barriga inchada, o que fazia crer que tinha tido mais olhos que barriga e morreu com o que quer que tenha comido.
A poça seguinta trouxe-nos uma outra rapariga, uma bela Pygmaeus fêmea com uns tons alaranjados lindíssimos e um verde vivo que proporcionou várias belas oportunidades fotográficas.
Agora vem o alivio cómico da história, a chuvinha foi uma constante ao longo de todo o passeio, portanto as pedras estavam mais que escorregadias. Assim enquanto andava de camaroeiro em riste o pessoal divertia-se a apontar a máquina fotográfica aqui ao guia a ver quando é que ele caía para dentro da pia. Mas é que chegavam ao cúmulo de com sorrisos escancarados dizerem entre si "É agora! Preparem as câmaras" e "À terceira é vez" e "É agora, é agora!" mas para sua infelicidade não foi. Se bem que mandei um tralho quando me puz a correr para atender o telemóvel. Mas aí não havia camâras preparadas, ou melhor haviam, mas estavam todas a apontar para o sítio errado. "Magoaste-te?" perguntaram, mas não, a única coisa que tinha saído ferido tinha sido o orgulho. Outras quedas houve, alguém que caiu de costas, outra que fez uma aterragem de nalgas ... mas tudo serviu para nos rirmos e passar um bom bocado. Mas voltando às poças.
A poça seguinte trazia um grupo de machos empoleirados nos bosques subaquáticos de Chara sp. a mostrar orgulhosamente a sua cauda e crista a qualquer fêmea que por lá passasse. Cada um era mais belo que o outro e deixava-nos de olhos em bico. Antes de almoço fomos ainda resgatar duas salamandras que se encontravam presas numa cisterna. Duas fêmeas que caíram lá para dentro para dar à luz e que não conseguíam sair. Claro que sendo nós os bons samaritanos, lá fomos salvar os animais de morte à fome não sem antes despejarmos as nossas câmeras fotográficas. Nós, é como quem diz, porque o serviço de camaroeiro não me deixava qualquer tempo para tirar fotos. Mas pronto, já estou habituado.
De seguida foi o almoço, sandochas para o pessoal e muita partilha de comidinha boa trazida de casa sempre acompanhada da nossa já fiel e constante chuvinha.
O passo seguinte foi a visita da casa aqui do mestre anfíbio (como alguém me tratou durante o percurso) se bem que com a chuva que caía já éramos todos um pouco anfíbios. Lá deu para ver alguma da minha bicharada e a confusão que reina suprema no meu pequeno reduto.
A próxima localidade a visitar foi a Fornêa, afinal nada melhor que uma caminhada de 6 quilómetros para ajudar a digestão.
Lá encontramos várias larvas de salamandra que já se tornariam inevitáveis durante todo o nosso percurso. Foi aqui que se deu o nosso primeiro precalço. A Búzio ficou sem óculos pelo que teve de abandonar a expedição com a respectiva família. Nós continuamos a nossa escalada. Algo que já tinha reparado é que o cansaço aproxima as pessoas e a escalada não foi nada meiga. Mas a vista lá de cima com o som da água a correr provou valer muito a pena.
Se seguida fomos prospeccionar o polje de Minde aqui viríamos a encontrar larvas de Pleurodeles e algo que nunca tinha encontrado antes, artêmia de água doce (Chirocephalus diaphanus) animais enormes com o seu saquito de ovos em plena época de reprodução algo que o grupo mesmo um pouco desfalcado adorou encontrar.
A esta hora já escurecia e o cansaço instalava-se. A chuva não dava tréguas pelo que o grupo decidiu dar o primeiro dia de expedição encerrado e voltar ao acantonamento, onde nos esperava água quentinha, roupa seca e o melhor uma lareira acessa que nos fez as delícias durante toda a noite, noite essa que se arrastou até a horas impróprias acompanhada de boa pizza, muita conversa, muitas risadas e muita boa companhia.
O segundo dia começou lentinho, com o gradual despertar dos membros da nossa expedição. Nesse dia viriam-se a juntar ao nosso grupo mais dois membros., que depois de algumas atribulações chegaram a bom porto. Este dia começou com a investigação da poças iniciais onde os nossos fiáveis pygmaeus se encontravam à nossa espera. Seguiu-se de uma bela almoçarada num restaurante da zona. Depois do farto almoço, seguiu-se a procura de Waltl, contudo nesta altura a chuva já tinha piorado e vinha acompanhada de trovoada, pelo que a única coisa encontrado foram ovos de waltl e uma bela molha. O encerramento da expedição deu-se em minha casa, com um belo de um ucal quentinho para todos para animar a malta e preparar a viagem de volta que para muitos iria ser bem longa.
Tenho a impressão que todos saíram satisfeitos. Desde já o meu obrigado a todos os que participaram. Sem vocês estes dois dias fantásticos não teriam sido possíveis. É sempre bom falarmos com pessoas que têm a mesma linguagem e que nutrem esta grande paixão pelo reino animal.
A todos um bem-haja!
Fotos: AlexMC
Todos os animais foram libertados onde foram encontrados.
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Mundos
21/02/2008
O anfíbio

Este meu hobbie começou já à uns anos, aliás acho que já começou desde que sou pequenino e passava a vida com o nariz enfiado nas poças a brincar com os "peixes-sapos" (larvas de salamandra).
Depois com a idade veio o confirmar da paixão, com dois axolotls comprados na Zooexótico, que veio ainda mais exacerbar o bichinho que já cá morava. Seguiram-se vários outros, desde resgate de lojas (já que a maioria das lojas por aí não sabe cuidar de tritões), a ofertas de criadores.
Depois evoluiu para um sítio de internet onde os vários criadores de anfíbios se podiam juntar e confrontar experiências de manutenção e de reprodução.
Com o tempo veio a cruel realidade de que os anfíbios são os animais mais ameaçados à face da terra o que torna o nosso trabalho ainda mais importante já que a experiência de manutenção em cativeiro irá permitir que os mesmo princípios sejam aplicados a espécies com elevada necessidade de conservação. Vale a pena reafirmar que o meu site não permite a discussão sobre a manutenção de anfíbios autóctones em cativeiro para desta forma não incentivar a recolha de espécimes selvagens, o que sendo ilegal causa também muita pressão sobre as espécies.
Agora já vamos com 170 utilizadores registados e o site é uma referência na manutenção de anfíbios em Portugal e já com ligações muito interessantes por esse mundo fora, e post a post lá vamos mudando mentalidades.
E quem quiser pode sempre comprar uma t-shirt.
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Mundos
11/02/2008
Os abraços
Hoje fiquei agradavelmente surpreendido. Ia eu nas minhas calmas a descer a Avenida Heróis de Angola quando olho para o Teatro José Lúcio da Silva onde estava um rapaz com um cartaz "Abraços de Borla". Para quem não conhece, pode ver
e Free hugs campaign.
A história começou com Juan Mann que se estava a sentir em baixo e decidiu melhorar a vida de perfeitos estranhos dando-lhes um abraço. Se à primeira vista as pessoas estranhavam algum tempo depois já tinham entranhado e já andavam aos abraços uns aos outros. Contudo a polícia decidiu que aquilo era uma manifestação pública e como tal tinha de ser regido pela lei das manifestações públicas e tentou acabar com o "evento". Ao bom estilo português (embora não o fossem) revoltaram-se e fizeram uma petição para impedir a proibição das actividades "free hugs". Foram bem sucedidos mas não antes de se tornarem o foco da atenção da comunicação social.
Ora a iniciativa correu mundo e já começa a ser encontrada uma pouco por toda a parte. Senão vejam este exemplo aqui em Portugal no Porto,
E se um dia um desconhecido te oferecer Abraços, é a "Free Hugs campaign", a ideia mais original que já apareceu por aí nos últimos tempos! E hoje estava um rapaz a oferecer "Abraços de Borla" em Leiria.
e Free hugs campaign.
A história começou com Juan Mann que se estava a sentir em baixo e decidiu melhorar a vida de perfeitos estranhos dando-lhes um abraço. Se à primeira vista as pessoas estranhavam algum tempo depois já tinham entranhado e já andavam aos abraços uns aos outros. Contudo a polícia decidiu que aquilo era uma manifestação pública e como tal tinha de ser regido pela lei das manifestações públicas e tentou acabar com o "evento". Ao bom estilo português (embora não o fossem) revoltaram-se e fizeram uma petição para impedir a proibição das actividades "free hugs". Foram bem sucedidos mas não antes de se tornarem o foco da atenção da comunicação social.
Ora a iniciativa correu mundo e já começa a ser encontrada uma pouco por toda a parte. Senão vejam este exemplo aqui em Portugal no Porto,
E se um dia um desconhecido te oferecer Abraços, é a "Free Hugs campaign", a ideia mais original que já apareceu por aí nos últimos tempos! E hoje estava um rapaz a oferecer "Abraços de Borla" em Leiria.
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Mundos
03/02/2008
Os sete palmos de terra
Aviso: Este vídeo são os últimos 10 minutos da série. Se ainda não viram e não quiserem estragar o final não vejam o vídeo.
Hoje fiquei por casa. Chovia bastante e não me apetecia fazer nenhum. Na tv a opção era ou Twitches (um duo de bruxas adolescentes de outra dimensão), ou The Fast and the Furious (carros, nitros, mais carros, ...). Como não estava muito virado para pre-teen flicks, nem para carros repeat ad nauseaum (se bem que a Michelle Rodriguez era bastante aliciante) pensei que era altura de por mãos à obra e ver a primeira season de "Six Feet Under".
Ora para quem não sabe esta é a minha série favorita. Como quando a apanhei na TV já ia na 2ª season acabei por nunca ter visto a primeira. Algo que foi remediado com um pulinho à FNAC. Mas como o tempo nunca é muito, a caixa ficou a apanhar pó a um canto, até hoje. A série Six Feet Under (Sete Palmos de Terra em Português) é uma série avassaladora que retrata o dia-a-dia de uma família que tem uma casa funerária e todos os episódios começam com uma morte que de certa forma irá dar o tom do resto do episódio. É longe de ser perfeita, mas a banda sonora é fenomenal, a interpretação fantástica e as personagens credíveis.
Quando meti o dvd no leitor e começaram a dar as primeiras imagens foi como se me tivesse a reencontrar com amigos que já não via à bastante tempo. É estúpido eu sei, mas realmente foi uma sensação mesmo muito estranha. Uma sensação de familiaridade bizarra.
Para além do mais esta série tem o melhor final que já alguma vez vi em televisão. Simplesmente brilhante. Se puderem, arranjem. Está disponível na Amazon.Co.Uk (a um preço fantástico a série completa) ou na FNAC ou *coff* *coff* na net *coff* *coff*
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Mundos
21/01/2008
O cordyceps - Parte II
Como prometido aqui ficam as fotos:
Fotógrafo: Rui Oliveira Costa A quem agradeço desde já a disponibilização das fotografias (e o dia bem passado).
Fotógrafo: Rui Oliveira Costa A quem agradeço desde já a disponibilização das fotografias (e o dia bem passado).
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Fim de semana,
Mundos
20/01/2008
O cordyceps

Mais um fim de semana que passou e muito bem passado. Hoje foi aprofundar os meus conhecimentos de micologia. Micologia é uma área que já há muito me fascina mas sobre a qual ainda não adquiri os conhecimentos suficientes.
Nos últimos meses a conjuntura proporcionou-se a que tivesse umas aulinhas de micologia aplicada e melhor, tudo no meio quintal. Com esta brincadeirea toda acho que já consigo identificar distinguir uma Russula, de uma Ramaria, de um Lactarius. Não que seja difícil mas entendam que os únicos que conhecia o nome eram os Macrolepiotas e os Calvatia.
O domingo foi passado com excelente companhia nas matas da minha quinta embrenhados no meio da vegetação à cata dos tão preciosos cogumelos. E o tempo passou tão depressa que nem demos pela chegada da hora de almoço (excepto pelos nossos estômagos que já roncavam). Uma sandocha depois e lá estávamos nós outra vez embrenhados em mato à procura das riquezas(e segredos) micológicas da região.
Para mim o ponto alto do passeio foi o Cordyceps militaris, um fungo parasita que ataca as Processionárias do pinheiro e as destrói por dentro tendo depois uma frutificação muito interessante (como vêem não é só no tibete que há destas coisas)
Fica o retorno prometido, quando vierem mais chuvas.
Fotos para breve!
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Fim de semana,
Mundos
23/12/2007
A árvore

Ontem estive de serviço na ACR (Associação Cultural e Recreativa). Para quem não sabe o que é, trata-se de um bar que costuma funcionar no clube desportivo lá da terra de forma a financiar as actividades "desportivas" da associação.
É uma coisa que me dá gozo fazer, trabalhar num bar ou no restaurante. Já quando andava na universidade e trabalhava aos fins de semana no restaurante de forma a arranjar mais um dinheirito para passar a semana mais folgada, gostava de trabalhar no restaurante.
Nunca percebi muito bem porquê, as pessoas não costumam ser muito simpáticas e estamos ali apenas a debitar bebidas e comida como se de uma máquina de vending se tratasse. Mas não sei, agradava-me a interacção com as pessoas. Isto tudo para dizer que trabalhar numa ACR é parecido, só que com mais bebedeiras e pessoal a avacalhar.
Então conversas de bebâdo são fantásticas. A de ontem foi um verdadeiro diamante. Alguém disse que tinha estado a cag*r atrás de uma àrvore, não me perguntem a que propósito já que só apanhei a conversa a meio (isto é um dos perigos de se trabalhar assim, corre-se o risco de se ouvir o que não se quer). Nisto pergunta o outro, "Fod****, como é que car**** sabes onde é a parte detrás da árvore?" ao que o primeiro responde "Duh, é onde estava a cag*r!". Nisto segui-se a discussão mais interessante que já ouvi sobre o conceito "atrás". Eles ficaram a discutir sobre horas. Bem quando os consegui por a andar e fechar o estaminé já eram três da manhã. Mas pronto, agora já sabia onde é a parte de trás de uma árvore. E se algum tiverem de o procurar, cuidado onde põem os pés.
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