Histórias de eventualidades, improbabilidades, bicharadas, noitadas e coisas do arco da velha que de alguma forma me acabam sempre por acontecer. Crónicas diárias com a matilha, muita bicharada à mistura, muita música e sempre com um humor caústico como muita gente gosta de o caracterizar.

24/03/2008

A música


Como já estava a ficar farto do Last.Fm porque me atrasava o blog, mudei para o SeeqPod. Assim podem continuar a ouvir as minhas cantilenas favoritas sem o arrasto que era o outro. Boas audições!
Ah e para ouvir música no trabalho também me parece muito bom.

23/03/2008

A canjica


Este ano tive uma Páscoa original. Um casal amigo convidou-me para o almoço de Páscoa deles para comemorar o nascimento da sua filha mais nova. Ora este casal é brasileiro, e o meu amigo era cozinheiro antes de imigrar para Portugal. Assim, o almoço prometia.
Tudo começou com carne grelhada com fartura à boa moda brasileira acompanhada de mandioca cozida e de uma saladinha com um molho especial brasileiro que faz qualquer vegetariano comer e chorar por mais. Tudo isto regado por um suco de frutas delicioso. (comprimidos e vinho não funciona para muita infelicidade minha)
Para a sobremesa foi uma deliciosa canjica. Sobremesa típica brasileira, feita com milho, amendoim, leite de coco. Pode-se dizer que é ligeiramente parecido com o nosso arroz doce, mas mais liquido e exótico. Bem, ficou para repetir.
É claro que o melhor de tudo foi a amena cavaqueira. O quentão (bebida também típica destas andanças) ficou prometido para uma próxima vez.


Canjica

A rapidez


Passou que foi um pulinho estas mini-férias. Quinta-feira devido à tolerância de ponto dos funcionários públicos a empresa onde trabalho deu-nos a tarde de folga. Como qualquer boa empresa que se preze, aproveitam o tempo extra para combinar uma actividade de grupo. Eu para não ser (mais) apelidado de anti-social vou arrastado também. A sério que não sou anti-social, mas depois de passar 40(+) horas por semana sempre com a mesma gente, às vezes sabe bem alguma distância. Não é nada pessoal. Mas pronto, assim lá vamos para o laserquest onde um dúzia de adultos correm atrás uns dos outros com pistolas de luzinhas e brincam às guerras. Pá, pessoal, se não doi não tem piada.
Assim que me consegui escapulir foi voltar para casa fazer algumas limpezas de primavera e passear os bobies que já me imploravam para os levar a esticar as pernas. À noite veio mais uma consulta médica. Acho mesmo que deviam criar um cartão de descontos, para clientes assíduos, tipo os da galp que dão pontinhos e podemos trocar por inutilidades e nos fazem pensar que somos menos roubados.
Na sexta-feira como é dia santo e se tem de respeitar, foi nanar. De manhã esticar as pernas com os bobies e à noite um cafézinho com amigos.
No sábado foram as tradicionais compras da páscoa e uma reunião dos Pedras Soltas a preparar as actividades para este ano. E que actividades vão ser! Fiquem atentos.
Estes dias passaram tão rápido. É o que parece acontecer quando correm bem.

22/03/2008

Culto dos 00



Goldfrapp - A&E
It's a blue, bright blue Saturday, hey hey
And the pain is starting to slip away, hey hey


Não está um dia muito bonito mas pronto...

19/03/2008

A contestatária


Já vos disse que adoro a Mafalda?
É daqueles livros intemporais que leio e leio e nunca perdem o significado. De facto já conheço algumas tiras de cor. Mas ainda assim não consigo evitar a gargalhada. Foram os 15€ mais bem empregues que já dei por um livro. Se puderem comprem. É mesmo intemporal.

18/03/2008

O culto dos 90



Portishead - Roads
Pois é, já lá vão 14 aninhos que esta pérola saiu. Na altura andava mais preocupado com outras batidas. Só em 98 descobri aquele que para mim é um dos melhores álbuns ao vivo de sempre. O Roseland NYC Live, se puderem procurem esta pequena maravilha. Escolhi a Roads, como podia ter escolhido a Glory Box ou a Over. Não interessa.
Não é um álbum para ouvir todos os dias. Mas nos dias em que é para ouvir não há nada melhor.
Para os mais desatentos, vai sair no dia 28 de Abril o novo álbum deles, o Third. Não sei se vou comprar. Acho que é muito depressivo (até mesmo para mim). Já tenho o Live, o resto é paisagem.

A pulga


Estava a enfiar mais um comprimido para as goelas ainda com o que li no Guia de Campo na cabeça quando me lembrei do caso da pitiríase. Desde esse dia que desconfio de todos e quaisquer comprimidos que me sejam receitados. Mas vou-vos contar esta minha odisseia.
Há uns anos atrás ao sair do banho, olho para a minha barriga (na altura menos flácida e com menor pilosidade) e reparo numa mancha rosada, não liguei e comecei a dançar com a gilete em volta das minhas bochechas. Já com a cara limpa olho e vejo outra mancha. Pensei "Putas das pulgas", não que a minha higiene seja má ou viva num pardieiro, mas qualquer dono de cão ou gato sabe que uma pulga em casa é tão inevitável como o IRS. E não há Frontline que nos safe! Haveremos sempre de apanhar uma ferroada.
Em dois ou três dias as manchas foram-se multiplicando, uma atrás da outra, mas como não tinha qualquer sintoma nem liguei. Pensei, deve ter sido algo que comi ou mais uma alergia estúpida. A minha mãe olhou para mim de relance, aponta imediatamente para uma dessas manchas que despontava no meu pescoço. E pergunta "Que é isso que tens no pescoço?!?" (as mães têm este dom). As manchas até nem tinham muito mau aspecto, não eram úlceras as escorrer de puz, ou bolhas de líquido viscoso. Eram simples manchas rosadas. Eu respondi que devia ter sido algo que comi que não faziam comichão nem sentia qualquer coisa de estranho. Claro que fui logo recambiado para o médico mais próximo. A médica olha para mim e diz "uuuuuhm" seguido de um "Tome este antibiótico por oito dias!". Passa-me a receita e envia-me para a farmácia mais próxima.
Ao segundo dia os efeitos do antibiótico já se faziam sentir, as dores no corpo já se tinham instalado, a falta de apetite já era bastante e andava que parecia que tinha feito a maratona. As manchas essas continuavam a despontar alegremente quais magnólias em fim de inverno. Uma aqui e outra acolá, completamente indiferentes ao antibiótico que também já me trazia os seus distúrbios intestinais.
Passados oito dias dei graças a deus ter terminado tais vis comprimidos, mas lá vem outra vez o infame dedo indicador "Ainda não passaram as manchas! Volta já para o médico! Isso não é normal!". Eu que até já me tinha habituado a estas pequenas tatuagens lá voltei esperando encontrar a mesma médica para lhe dizer "Olha, o raio da panaceia que me receitou fez tanto como a c*** da prima.", mas não, desta vez foi um médico que me atendeu.
Contei-lhe a história das tais manchas que apareciam e do antibiótico que só me tinha feito mal à tripa. Ele perguntou como eram as manchas, ao que eu respondi que eram rosadas, com a pele meia seca no meio quando já estavam defuntas. Ele soltou um "Ah", que me fez estremecer ao imaginar uma injecção de penicilina ou mais oito dias em que teria muitas oportunidades de meter a leitura de casa de banho em dia. "Isso é benigno" diz, ao que eu perguntei "Mas não quer ver as manchas?", ele sorriu e disse, "Mostre lá então" seguido de um "Pois, é mesmo isso, é benigno e sazonal. Ninguém sabe muito bem a causa. Mas aparece nesta altura." ao que eu perguntei, mas que raio de doença era esta que me afligia. Não fazia sintomas que notasse, simplesmente apareciam as tais manchas rosadas. "Pitiríase rósea" retorquiu e mandou-me largar o antibiótico e esperar que passasse. Eu assim fiz. Não sem antes mandar uns impropérios mentais valentes à porcaria do antibiótico. O certo é que passou.
Os meus amigos esses é que riram à fartazana, e desde então quando aparecer alguma doença de nome estranho é "olha, o blue é capaz de já ter tido isso". E assim nasceu a minha reprovação a tudo o que sejam comprimidos. Um dia destes conto-vos a história das minhas injecções de penicilina, para todos os sádicos leitores do meu blog.

16/03/2008

Culto dos 90



Somewhere Out There - Linda Ronstadt e James Ingram
Lembrei-me desta no outro dia. Da banda sonora do filme "Fivel - Um conto americano" ou "An american tail". O filme tornou-se um clássico da animação e a música um clássico dos noventa. (Vêem como nem tudo neste blog é doom n gloom!)

A orquídea


Este fim de semana estive com a neura. Não me apetecia estar com ninguém nem ver ninguém. Minto, por volta das 9 da noite de sábado ainda me apeteceu dar um pulinho a lado qualquer. Mais concretamente beber um abafado na barquinha. Falo com a Lu e prometo passar dentro de uma hora. Mas um dia inteiro passado no mato trouxe alguma sequelas, já que a minha conhecida relação amor/ódio com os pinheiros deixou algumas mazelas. Meto um Zirtec para as goelas sem pensar, a ver se os sintomas diminuíam algo que já faço de forma quase automática.
Bem me tramei, não pensei nos efeitos secundários, deito-me no sofá para uma power-nap e passado um bocadinho acordo preparado para beber um abafado e dar dois dedos de conversa. Olho para o relógio, duas da manhã, pensei, deve estar avariado, não dormi assim tanto! Olho para o outro relógio e confirma-se. São mesmo duas da manhã. Ainda com a baba a escorrer arrasto-me para a cama para terminar o que sem querer havia começado.
Safou-se o passeio de sábado, a ver se com o sol que estava reestabelecia os níveis de vitamina D e de seratonina. O nível de vitamina D ainda subiu, a seratonina é que não tenho tanta certeza. Mas valeu a pena, ainda vi os triturus de crista erecta, umas natrix (quando é que eu aprendo a não lhes pegar?!?), Psammodromus q.b. e muuuuitas orquídeas. Estas sim foram o ponto alto do fim de semana, ele foi as omnipresentes Barlia robertiana, as compactas Anacamptis pyramidalis, a estranha Serapias lingua, a tímida Cephalanthera longifolia e muitas outras. Os cães agradeceram o passeio e eu também. Já me fazia falta!

13/03/2008

A busca

Desde que instalei o statcounter tenho tido informações hilariantes sobre os visitantes deste humilde estaminé. Deixo aqui alguns exemplos das buscas que são feitas no google e que aqui vêm dar:

- comospesnaterra olho do cu: Nota-se que sou querido dos meus amigos ...
- anfibios do mar: Desta variedade não conheço. Será que há todo um mundo de anfíbios que me está a escapar?
- cai a noite na aldeia: Quiçá o melhor jogo de festa de sempre (se bem que a dri discorda de mim)
- vendedores de separadores de gotas: Que raio é isto? Como raio se separa uma gota?
- tampas para chaminés: Que raio?!?
- garrafinhas de favaios: É bom não é?
- criadouro de anfíbios: Já não bastavam os de cães, ainda mais de anfíbios!
- estação meteorologica lidl: Os fãs andam aí!
- separadores de mesa - casamentos: Devem pensar que isto é a revista Maria...

e o vencedor absoluto
- ti maria dos queijos: A atingir fama de forma internacional! Quando lá voltamos malta?

10/03/2008

Culto dos 90



Joan Osborne - One of us
Ontem ouvi esta no VH1. Já fazia uns anitos que não a ouvia. Tem um dos melhores videoclips de sempre (IMHO). E eu até nem sou religioso, mas pronto. Já dizia Alberto Caeiro:

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

(...)

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

Alberto Caeiro, em "O Guardador
de Rebanhos".


Pronto, eu largo o livro de Alberto Caeiro. Prometo! E não há mais poesia nos próximos seis meses!

A minha aldeia


Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, em "O Guardador
de Rebanhos".


Eu já vos disse que adoro o sítio onde vivo? Mesmo que isso implique 100 kms de carro para ir e vir do trabalho? Sim, e Alberto Caeiro, mas isso quem me conhece já sabe. É da pouca poesia que consigo ler. Quando for grande quero ser como ele (menos a parte de morrer aos 26 anos). Mas acho que não estou muito em perigo disso. Só se for na próxima vida.

09/03/2008

Os ecos


Depois da barrigada de porco foi altura de ir assistir ao concerto da banda de um bom amigo que ia voltar aos palcos depois de vários anos afastados deles. A banda é Echoes of The Fallen Messiah, se o nome soa um pouco estranho é porque não estão habituados às lides de black metal. Para quem não conhece black metal é um tipo de metal com voz de autoclismo, muitas guitarras, umas teclas melodiosas e muitas referências ao anticristo, capazes de por qualquer prior a gritar heresias.
Já fazia uns anos que não assistia a um concerto de metal, acho que o último mesmo foi já em 2003 e se não me engano era um concerto desta mesma banda. Se acham estranho black metal não constar na secção de cultos deste diário é porque black metal foi uma fase. Ouvi por uns tempos, conheci umas bandas novas e tal, ouvia o que esse meu amigo fazia e pouco mais. Para o final foi ficando o gosto de visitar algumas actuações ao vivo, mas na playlist não consigo suportar mais de 15 minutos seguidos. Não que por falta de qualidades da música, mas porque só consigo aguentar a voz de descarga de autoclismo por esse tempo até os tímpanos começarem a dar sinal si.
A ida ao concerto fez-me retornar aos tempos de universidade e de headbanging. Não nunca tive cabelo comprido, e headbanging foi talvez a única coisa que me fez equacionar a hipótese. É muito mais "fixe" quando se tem uma farta cabeleira que se faz girar até ficarmos zonzos. Desta vez no entanto o álcool ficou afastado, já que o porco comido anteriormente dava sinais de ressuscitação a bebida de eleição foi então a já famosa água de arrotar, que para quem não conhece é a água das Pedras (como alguém me pediu quando trabalhava no restaurante e tive de perguntar o que raio era água de arrotar).
Do concerto ficou os amigos reencontrados, a boa música, (sim eu sei, é relativo mas eu gostei bastante e até tocaram as minhas duas favoritas), os momentos bem passados e os ouvidos a zunir.
Bem, acho que já chega de tanto escrever que já não estou a fazer sentido, para quem quiser conhecer a banda podem fazê-lo aqui.

O porco


Depois de acharmos que já tínhamos perdido o suficiente na vaquinha do euromilhões decidimos lá na empresa investir os nossos parcos retornos num ajuntamento. As alternativas eram as do costume, o karting, o laserquest, o paintball, o passeio de bicicleta, enfim todas aquelas coisas que se costumam pensar fazer em ajuntamentos de pessoal da empresa (a sério pessoal têm de começar a ter ideias mais giras).
Desta feita quem ganhou foi o porco no espeto, essa instituição da cozinha portátil em Portugal a par das rolotes de bifanas e de farturas. O local escolhido foi a praia do Vale Furado, na casa de férias de um colega de trabalho. O resto do dia foi passado a comer muitas fatias de carne de porco a pingar de gordura e molho no pão, com menção honrosa para o picante que segundo alguns lhes causou dormência nos lábios por algumas horas. Eu acho que estavam a ser exagerados. O picante estava mesmo no ponto.
Para remoer a barriga nada melhor que umas brincadeiras de futebol no pinhal. O car**** do pólen dos pinheiros é que deu cabo de mim, tanto que ainda hoje estou mais choroso que uma sexagenária na procissão das velas em Fátima.
Não faço ideia de quem se lembrou de criar esta história de Porco no Espeto, tradição que de certo terá na sua origem alguns laivos de sadismo e crueldade animal. O inegável é que se tornou a maneira mais fácil e rápida de alimentar meia centena de tugas e de os manter ocupados pelo resto do dia.

05/03/2008

Culto dos 00


Goldfrapp - Utopia
E para comemorar o centésimo post cá fica uma musiquinha de um álbum (Felt Moutain dos Goldfrapp) que inevitavelmente encontra caminho para a minha playlist. Um misto de trip-hop/downtempo, é muito agradável de ouvir.
E diz-se por aí que já saiu o novo álbum, o Seventh Tree. E diz quem ouviu que está muito bom. Para quem quiser saber do que estou a falar podem sempre dar um pulo ao myspace da banda. A primeira música a Clowns é excelente (ainda não deu para ouvir muito mais).

Os esquilos


Uma amiga minha teve a felicidade de criar esquilos terrestres de richardson (Spermophilus richardsonii). Com o dedo rápido no gatilho conseguiu disparar esta pequena maravilha capaz de derreter os corações mais gélidos.

28/02/2008

O arauto


Hoje ouvi a Poupa (Upupa epops). Já só falta o Cuco (Cuculus canorus) voltar a estas terras para ser oficialmente Primavera. Afinal não é com o equinócio que chega a Primavera, a Primavera só chega quando se ouvir o Cuco e a Poupa, já dizia a minha bisavó.
Costumava dizer também na sua avançada idade, "Já não morro sem ouvir a Poupa/Cuco" e eu este ano também não.

27/02/2008

Os erros

Estava hoje no lidl, quando não pude deixar de ouvir a seguinte conversa entre o caixa e um cliente:

Caixa: Qual a terra que ponho na factura?
Cliente: São Domingos de Rana
O caixa digita o nome vagarosamente e tecla a tecla.
Cliente: Domingos é com "O" e não com "U".
Caixa: Ah OK.
Caixa apaga e volta a escrever vagarosamente.
Cliente: Não é Rama! É Rana!
Caixa: Eu mudo já.
Cliente: Não, não, deixe estar que não faz mal.
Caixa: Ah ok, também toda a gente dá erros a escrever.
*cara incrédula minha e do cliente*

26/02/2008

Culto do 90



Counting crows - American girls
E não tarda está por aí a aparecer o novo album de originais! (E já não era sem tempo)

25/02/2008

A saída



Cá vai então o relato da segunda visita de campo Amphibio.Org.
Tudo começou numa chuvosa manhã de Inverno, quando nos encontrámos na Videla, que era o ponto de mais fácil referência para quem sai da A1, já que se pedisse aos anfibiófilos que se juntassem a mim no local de prospecção o mais provável seria que se perdessem nas intermináveis estradas labirínticas da Serra de Aire e Candeeiros. Assim carro a carro lá se ia formando o nosso pequeno mas rico grupo de garimpeiros do ouro caudata.



Um café depois e lá fomos nós a caminho daquela que seria a nossa residência por dois (húmidos) dias de herpetofilia excelentes. Depois de largarmos as bagagens de camaroeiro em riste lá fomos nós enfiar o nariz na nossa primeira poça. Aí encontrámos o nosso primeiro pygmaeus, a espécie que sem dúvida iria ser o rei da festa com a sua crista imponente e cores vivas. Depois de uma explicação breve e da sexagem do bicho, que no caso é extremamente fácil como quem conhece a espécie pygmaeus sabe, a segunda apanha foi uma larva de salamandra.



Estas sim eram omnipresentes em qualquer buraquito que tivesse água. Depois a apanha seguinte foi uma fêmea de Pleurodeles waltl, grande, gorda e velha. Já era o segundo ano que a encontrava naquele lugar, então foi como reencontrar uma velha amiga. Os rapazes e raparigas já que este era um grupo bastante heterogéneo, algo de estranhar no mundo da herpetofilia, quase tiveram uma síncope quando viram aquela beldade. Um animal lindo e enorme, com umas cores fenomenais e ainda com o tecido cicatrizado da úlcera com que a encontrei o ano passado. Todos adoraram a visita que aquela velha amiga nos fez.





Nesta poça estava também uma Natrix maura morta infelizmente com a barriga inchada, o que fazia crer que tinha tido mais olhos que barriga e morreu com o que quer que tenha comido.
A poça seguinta trouxe-nos uma outra rapariga, uma bela Pygmaeus fêmea com uns tons alaranjados lindíssimos e um verde vivo que proporcionou várias belas oportunidades fotográficas.



Agora vem o alivio cómico da história, a chuvinha foi uma constante ao longo de todo o passeio, portanto as pedras estavam mais que escorregadias. Assim enquanto andava de camaroeiro em riste o pessoal divertia-se a apontar a máquina fotográfica aqui ao guia a ver quando é que ele caía para dentro da pia. Mas é que chegavam ao cúmulo de com sorrisos escancarados dizerem entre si "É agora! Preparem as câmaras" e "À terceira é vez" e "É agora, é agora!" mas para sua infelicidade não foi. Se bem que mandei um tralho quando me puz a correr para atender o telemóvel. Mas aí não havia camâras preparadas, ou melhor haviam, mas estavam todas a apontar para o sítio errado. "Magoaste-te?" perguntaram, mas não, a única coisa que tinha saído ferido tinha sido o orgulho. Outras quedas houve, alguém que caiu de costas, outra que fez uma aterragem de nalgas ... mas tudo serviu para nos rirmos e passar um bom bocado. Mas voltando às poças.



A poça seguinte trazia um grupo de machos empoleirados nos bosques subaquáticos de Chara sp. a mostrar orgulhosamente a sua cauda e crista a qualquer fêmea que por lá passasse. Cada um era mais belo que o outro e deixava-nos de olhos em bico. Antes de almoço fomos ainda resgatar duas salamandras que se encontravam presas numa cisterna. Duas fêmeas que caíram lá para dentro para dar à luz e que não conseguíam sair. Claro que sendo nós os bons samaritanos, lá fomos salvar os animais de morte à fome não sem antes despejarmos as nossas câmeras fotográficas. Nós, é como quem diz, porque o serviço de camaroeiro não me deixava qualquer tempo para tirar fotos. Mas pronto, já estou habituado.





De seguida foi o almoço, sandochas para o pessoal e muita partilha de comidinha boa trazida de casa sempre acompanhada da nossa já fiel e constante chuvinha.
O passo seguinte foi a visita da casa aqui do mestre anfíbio (como alguém me tratou durante o percurso) se bem que com a chuva que caía já éramos todos um pouco anfíbios. Lá deu para ver alguma da minha bicharada e a confusão que reina suprema no meu pequeno reduto.
A próxima localidade a visitar foi a Fornêa, afinal nada melhor que uma caminhada de 6 quilómetros para ajudar a digestão.



Lá encontramos várias larvas de salamandra que já se tornariam inevitáveis durante todo o nosso percurso. Foi aqui que se deu o nosso primeiro precalço. A Búzio ficou sem óculos pelo que teve de abandonar a expedição com a respectiva família. Nós continuamos a nossa escalada. Algo que já tinha reparado é que o cansaço aproxima as pessoas e a escalada não foi nada meiga. Mas a vista lá de cima com o som da água a correr provou valer muito a pena.
Se seguida fomos prospeccionar o polje de Minde aqui viríamos a encontrar larvas de Pleurodeles e algo que nunca tinha encontrado antes, artêmia de água doce (Chirocephalus diaphanus) animais enormes com o seu saquito de ovos em plena época de reprodução algo que o grupo mesmo um pouco desfalcado adorou encontrar.



A esta hora já escurecia e o cansaço instalava-se. A chuva não dava tréguas pelo que o grupo decidiu dar o primeiro dia de expedição encerrado e voltar ao acantonamento, onde nos esperava água quentinha, roupa seca e o melhor uma lareira acessa que nos fez as delícias durante toda a noite, noite essa que se arrastou até a horas impróprias acompanhada de boa pizza, muita conversa, muitas risadas e muita boa companhia.
O segundo dia começou lentinho, com o gradual despertar dos membros da nossa expedição. Nesse dia viriam-se a juntar ao nosso grupo mais dois membros., que depois de algumas atribulações chegaram a bom porto. Este dia começou com a investigação da poças iniciais onde os nossos fiáveis pygmaeus se encontravam à nossa espera. Seguiu-se de uma bela almoçarada num restaurante da zona. Depois do farto almoço, seguiu-se a procura de Waltl, contudo nesta altura a chuva já tinha piorado e vinha acompanhada de trovoada, pelo que a única coisa encontrado foram ovos de waltl e uma bela molha. O encerramento da expedição deu-se em minha casa, com um belo de um ucal quentinho para todos para animar a malta e preparar a viagem de volta que para muitos iria ser bem longa.



Tenho a impressão que todos saíram satisfeitos. Desde já o meu obrigado a todos os que participaram. Sem vocês estes dois dias fantásticos não teriam sido possíveis. É sempre bom falarmos com pessoas que têm a mesma linguagem e que nutrem esta grande paixão pelo reino animal.
A todos um bem-haja!



Fotos: AlexMC
Todos os animais foram libertados onde foram encontrados.

24/02/2008

O cansaço


Instalou-se o cansaço, depois de dois dias em saída de campo Amphibio.Org cheguei a casa, tratei da bicharada e aterrei no sofá. Tinha frio, fome e sono.
Relato oficial com todos os pormenores sórdidos para amanhã.
A não perder, o musgo boscai, a salamandra marmoratus, o incrível equilibrista e as quedas mais fantásticas que qualquer coisa que tenham visto no "Isto só vídeo".
Agora vou dormir.

21/02/2008

O anfíbio


Este meu hobbie começou já à uns anos, aliás acho que já começou desde que sou pequenino e passava a vida com o nariz enfiado nas poças a brincar com os "peixes-sapos" (larvas de salamandra).
Depois com a idade veio o confirmar da paixão, com dois axolotls comprados na Zooexótico, que veio ainda mais exacerbar o bichinho que já cá morava. Seguiram-se vários outros, desde resgate de lojas (já que a maioria das lojas por aí não sabe cuidar de tritões), a ofertas de criadores.
Depois evoluiu para um sítio de internet onde os vários criadores de anfíbios se podiam juntar e confrontar experiências de manutenção e de reprodução.
Com o tempo veio a cruel realidade de que os anfíbios são os animais mais ameaçados à face da terra o que torna o nosso trabalho ainda mais importante já que a experiência de manutenção em cativeiro irá permitir que os mesmo princípios sejam aplicados a espécies com elevada necessidade de conservação. Vale a pena reafirmar que o meu site não permite a discussão sobre a manutenção de anfíbios autóctones em cativeiro para desta forma não incentivar a recolha de espécimes selvagens, o que sendo ilegal causa também muita pressão sobre as espécies.
Agora já vamos com 170 utilizadores registados e o site é uma referência na manutenção de anfíbios em Portugal e já com ligações muito interessantes por esse mundo fora, e post a post lá vamos mudando mentalidades.
E quem quiser pode sempre comprar uma t-shirt.




17/02/2008

A neve


"Não me importava de partir a cabeça outra vez se nevasse.", foi esta a frase que me levou a lembrar o nevão de 2006. Esta foi a história.
Tinha combinado com um amigo meu mostrar-lhe a serra. Ele tinha cá um outro amigo do Brasil que também estava interessado em conhecer a serra (este bocadinho de Portugal). O plano era fazer uma caminhada, escalar uns mega-lápiás e visitar umas pequenas cavernas. O meu afilhado sempre pronto para a aventura pendurou-se e veio também. Estava tudo a correr como planeado já com uns mega-lapiás escalados e algumas pequenas cavernas visitadas quando fomos para o algar (caverna vertical) que seria a última paragem.
Já íamos a entrar, quando disse ao miúdo para esperar para lhe iluminar o caminho e ajudar na descida, quando ouço um Plaff! seguido um Aiiii, viro-me para trás e vejo o puto estatelado no chão com a cara cheia de sangue. Bem, apanhei o cagaço da minha vida, mas depois de ver melhor vi que era apenas um corte se bem que algo profundo e ia precisar de alguns pontitos. Demos a nossa viagem por terminada e fomos levar o miúdo à mãe, para avisar que íamos com ele ao centro de saúde para levar uns pontitos. A ferida não era grande mas era um pouco fundo e para não ficar com uma cicatriz feia achamos que era o melhor.
"Olha, vamos levar o miúdo ao centro de saúde para levar uns pontitos", ao que ele grita "Não! Pontos não!". Lá lhe expliquei que eram pontos daqueles em penso sabendo perfeitamente que um puto reguila como ele tinha mesmo de levar dois ou três pontitos com linha. Com o miúdo um pouco contrariado lá fomos a caminho do centro de saúde. Claro está que cinco minutos depois já ia perfeitamente contente para mais uma aventura. Chegamos ao centro de saúde e entramos para ser vistos pelo médico, "Então, como foi que partiste a cabeça?" perguntou, ao que o miúdo respondeu "Estava a descer uma caverna, escorreguei e caí." o médico olhou para mim incrédulo e eu expliquei que andávamos na espeleologia, "E tu não tens medo?" perguntou o médico, ele com um sorriso escancarado "Eu não! Porque é que havia de ter medo", o médico riu-se e disse "Ah, mas como és reguila vais mesmo ter de levar uns pontitos" ele olhou para mim com cara de "bolas, agora não me posso escapar" e esboçou um sorriso amarelo. Nessa altura achei que era boa altura de o tranquilizar e disse "Não doí nada, o doutor vai por um spray e não sentes nada.".
Dois pontitos mais tarde e sem lágrimas à vista o médico disse "Vês, não doeu nada, agora é só por o spray para proteger e está pronto". Mas, o spray é doeu que se fartou. Nesta altura já com os olhos cheios de lágrimas, abraçou-se a mim e disse-lhe "Pronto, já passou. Como te portaste bem e não choraste amanhã vai nevar." O tempo ameaçava neve com a chuva e o frio que estava mas longe estava eu conhecer o resultado das minhas palavras proféticas.
Com esta história toda eram já 7 da tarde e tanto eu, como o miúdo, como os meus amigos estavam rotos de fome. Agarramos no carro e lá fomos nós a caminho da inevitável "Ti Maria dos Queijos", encher a pança. Meia dúzia de enchidos, entremeadas, muitos queijos e ainda mais bacalhau estávamos prontos para ir para casa. Chovia copiosamente e já era há muito noite. Despedimo-nos do pessoal e fomos até casa.
No dia seguinte (e segundo o relato dos pais) eram 7 da manhã de domingo com o miúdo aos pulos em volta da cama dos pais aos berros "Mãe! Mãe! Dá-me a roupa, o meu padrinho disse que ia nevar! Como eu não chorei vai nevar!", passados 15 minutos depois de muita insistência o pais lá levaram o o miúdo a espreitar à janela "Vês, é chuva, não é neve. Volta lá para a cama.". Nessa altura os pais já me rogavam pragas por os ter feito acordado tão cedo num domingo de manhã.
Eram 9 da manhã quando caem os primeiros flocos. A mãe que tomava o pequeno almoço a olhar para a janela começou a ver cair os primeiros flocos e deixou escapar um alto "Sacana e não é que está mesmo a nevar!", ao que se seguiu o um "Está a nevar? Está a nevar!". Nesse dia caiu o maior nevão dos últimos 10 anos e o primeiro que o meu afilhado viu. A parte da tarde foi passada com guerra de bolas de neve e bonecos de neve enormes e muitas fotografias à mistura. E esse foi o dia em que o padrinho fez nevar e se tornou o padrinho mais fixe à face da terra.
"Não me importava de partir a cabeça outra vez se nevasse." disse ele ontem, eu respondi conhecendo a minhas limitações "Não abuses da sorte!". Ficamos todos com um sorriso estúpido e a lembrar esse 29 de Janeiro de 2006.

12/02/2008

Culto dos 00

Devido ao pedido de muitas (pronto, algumas) famílias deixo aqui a música do vídeo "Free hug campaign".



Sigur Rós - Hoppípolla (que em islandês quer dizer "Saltando nas poças") do album Takk.
Boa música para uma tarde de verão depois de voltar da praia.

11/02/2008

O médico


Eu: Boa tarde.
Recepcionista: Boa tarde.
Eu: Tenho uma consulta.
Recepcionista: Aguarde um pouco se faz favor. O doutor está um pouco atrasado.
*espera*
*espera*
*espera*
*desespera*
*suspira*
*lê o Público*
*lê a T3*
*lê a Tv Guia de à um ano atrás*
*lê a Maria*
*lê o suplemento de TV do Correio da Manhã*
*suspira*
*suspira*
Recepcionista: O Sr. pode entrar.
Eu: Boa noite.
Médico: Boa noite. Tudo bem?
Eu: Sim. Obrigado.
*Médico olha para as ecografias e análises de sangue*
Médico: Vamos aumentar a dose. Para o ano volta cá outra vez para vermos quais os ajustes necessários.
Eu: Ok. Obrigado e boa noite.
Médico: Boa noite.
Recepcionista: São 75€.
Eu: *suspiro*

Aviso: Quaisquer as semelhanças com casos reais são meras coincidências.

Os abraços

Hoje fiquei agradavelmente surpreendido. Ia eu nas minhas calmas a descer a Avenida Heróis de Angola quando olho para o Teatro José Lúcio da Silva onde estava um rapaz com um cartaz "Abraços de Borla". Para quem não conhece, pode ver



e Free hugs campaign.
A história começou com Juan Mann que se estava a sentir em baixo e decidiu melhorar a vida de perfeitos estranhos dando-lhes um abraço. Se à primeira vista as pessoas estranhavam algum tempo depois já tinham entranhado e já andavam aos abraços uns aos outros. Contudo a polícia decidiu que aquilo era uma manifestação pública e como tal tinha de ser regido pela lei das manifestações públicas e tentou acabar com o "evento". Ao bom estilo português (embora não o fossem) revoltaram-se e fizeram uma petição para impedir a proibição das actividades "free hugs". Foram bem sucedidos mas não antes de se tornarem o foco da atenção da comunicação social.
Ora a iniciativa correu mundo e já começa a ser encontrada uma pouco por toda a parte. Senão vejam este exemplo aqui em Portugal no Porto,



E se um dia um desconhecido te oferecer Abraços, é a "Free Hugs campaign", a ideia mais original que já apareceu por aí nos últimos tempos! E hoje estava um rapaz a oferecer "Abraços de Borla" em Leiria.

09/02/2008

O pygmaeus


Finalmente mais um dia de ir para o mato. Com o solzinho destes nem apetecia ficar em casa e ainda bem. Armado de camaroeiro, caixinha para tirar fotografias (que aconteceu àquelas caixas tão catitas para telemóveis?) e máquina fotográfica e lá fui eu à procura dos Triturus pygmaeus deste ano. Infelizmente os gajos estavam à paisana e não foi possível encontrar muitos. Aliás só encontrei mesmo um macho em cores de reprodução mas com uma crista que ainda precisa de crescer um pouco para ficar em vestimenta completa de reprodução.
O resto do dia foi procurar cordyceps e escalar os mega-lapiás lá da zona, com um solzinho que já lembrava primavera. Tanto que até o nariz já estava convencido, pela quantidade de muco que saía das minhas fossas nasais. Cordyceps também não encontrei nenhuns. Hoje não andava com muita sorte, ou então não via nada com os olhos inchados das alergias. Para ajudar a cadela também anda a mudar o pêlo, assim são quantidades fenomenais de pêlo a voar pelos ares quais dentes de leão em dia de vento. Quando corria parecia a Maria von Trapp nos alpes tal era a profusão de pêlo pelo ar.
Amanhã, acho que vou passar o dia de molho. Com cházinho e bolachitas no sofá com o meu grande amigo Zirtec. E eu que não me apetecia nada ficar em casa. Com sorte isto passa ... Ou não ...

03/02/2008

Os sete palmos de terra



Aviso: Este vídeo são os últimos 10 minutos da série. Se ainda não viram e não quiserem estragar o final não vejam o vídeo.

Hoje fiquei por casa. Chovia bastante e não me apetecia fazer nenhum. Na tv a opção era ou Twitches (um duo de bruxas adolescentes de outra dimensão), ou The Fast and the Furious (carros, nitros, mais carros, ...). Como não estava muito virado para pre-teen flicks, nem para carros repeat ad nauseaum (se bem que a Michelle Rodriguez era bastante aliciante) pensei que era altura de por mãos à obra e ver a primeira season de "Six Feet Under".
Ora para quem não sabe esta é a minha série favorita. Como quando a apanhei na TV já ia na 2ª season acabei por nunca ter visto a primeira. Algo que foi remediado com um pulinho à FNAC. Mas como o tempo nunca é muito, a caixa ficou a apanhar pó a um canto, até hoje. A série Six Feet Under (Sete Palmos de Terra em Português) é uma série avassaladora que retrata o dia-a-dia de uma família que tem uma casa funerária e todos os episódios começam com uma morte que de certa forma irá dar o tom do resto do episódio. É longe de ser perfeita, mas a banda sonora é fenomenal, a interpretação fantástica e as personagens credíveis.
Quando meti o dvd no leitor e começaram a dar as primeiras imagens foi como se me tivesse a reencontrar com amigos que já não via à bastante tempo. É estúpido eu sei, mas realmente foi uma sensação mesmo muito estranha. Uma sensação de familiaridade bizarra.
Para além do mais esta série tem o melhor final que já alguma vez vi em televisão. Simplesmente brilhante. Se puderem, arranjem. Está disponível na Amazon.Co.Uk (a um preço fantástico a série completa) ou na FNAC ou *coff* *coff* na net *coff* *coff*

A loja


No sábado foi dia de reptile day na zooexotico. Para quem não sabe a zooexotico é uma das minhas lojas favoritas em Lisboa. Combina-se com alguns amigos, marca-se um almoço para por a conversa em dia e passamos o resto do tempo a falar sobre as cobras, os tritões e afins.
É muito bom encontrar esta de gente. Afinal não é com qualquer um que podemos discutir sobre as mais diversas culturas de insectos, o melhor meio, as que resultam melhor, ... É claro que posso falar sobre isto com qualquer pessoa, mas metade não entende puto do que estamos a dizer e a outra metade olha para nós como se devêssemos estar num hospital psiquiátrico.
Ali, estamos todos para o mesmo. Trocam-se culturas de arranque, comenta-se quais os métodos que resultam melhor, opina-se sobre os resultados de mais uma época de reprodução.
Em resumo foi um dia extremamente bem passado.

01/02/2008

31 today



A nova de Aimee Mann, 31 today.
Substituir 31 com a idade que vos aprouver.

30/01/2008

O título


Ontem um amigo meu alertou-me para uma notícia no Público. O título da notícia era "Conheça os 10 anfíbios mais estranhos (e nojentos) do mundo". Ora bem, não podiam escrever a mesma notícia sem mencionar "nojentos"? O artigo até já o conhecia porque era a tradução de outro que já se encontra online. E até achei muito bem a divulgação. Mas porque raio têm de usar estes epítetos infelizes.
Indignado escrevi o seguinte mail:

Exmo. Sr.,
é com um misto de contentamento e tristeza que vejo na edição do
Público de 30 de Janeiro de 2008 um artigo sobre os anfíbios em vias
de extinção.
Contentamento porque considero que estes animais não têm a atenção
devida, já 32% das espécies de anfíbios se encontram em vias de
extinção e têm muito menos divulgação que as aves (12% em vias de
extinção) ou os mamífero (23% em vias de extinção). Assim toda a
informação adicional que se possa passar para a população é
agradecida.
Agora, não entendo é o porquê de num artigo sério e de grande
importância seja necessário o uso de epítetos tais como "Nojentos".
Porque não "interessantes", ou "em perigo", ou "misteriosos". Presumo
que o objectivo seja a venda de um maior número de jornais apelando à
curiosidade que muita pessoas têm pelo bizarro e desconhecido, contudo
este tipo de ideias apenas serve para perpetuar o estereótipo errado
que muitas pessoas têm pelos anfíbios. Que são nojentos, que causam
verrugas e outro tipo de histórias da carochinha.
Em vez de chamar a atenção para a necessidade de preservação e
conservação destes animais que cada vez mais estão tão ameaçados pela
perda de habitats, por doenças e por alterações ao seu meio natural,
procura-se o choque fácil. Francamente não me parece um tipo de
jornalismo muito correcto e para mais um tipo de jornalismo que
esperasse de um jornal como o Público.
Assim, com votos que entendam o meu ponto de vista e que este tipo de
situações sejam evitadas no futuro, despeço-me,

Samuel da Costa
Amphibio.Org

29/01/2008

A lista


Coisas a fazer:
  • Piscar o olho a uma velhota;
  • Visitar a avó que fracturou a perna em dois lados;
  • Beber um oolong;
  • Experimentar as palhinhas com sabor;
  • Fazer sushi;
  • Fotografar os waltl e pygmaeus deste ano;
  • Gritar, "F$%&$%$%, C#%$&#$";
  • Correr atrás da minha cadela enquanto ela tenta comer as ovelhas do vizinho;
  • Organizar as fotografias;
  • Ver o "Little Miss Sunshine";
  • Dar uma prenda à minha afilhada;
  • Saltar à corda (tenho andado com vontade de fazer isto);
  • Levar os putos à Paiã;
  • Comer buchetes;
  • Apanhar uma bezana no Carnaval;
  • Voltar à Ti Maria dos Queijos;
  • Vestir a minha t-shirt nova do Amphibio.Org;

28/01/2008

Culto dos 00



Shakira - Pure Intuition
O raio da música não me dai do ouvido.
Ela é boa! Errr, a música claro, errrr.

27/01/2008

O padrinho


Vou ser padrinho. Hoje fizeram-me o convite oficial.
Ela chama-se Matilde Sofia e tem quase dois mesinhos. É uma miúda linda.
Escusado seja dizer que estou todo babado. O resto do fim de semana foi interessante. Com a assembleia geral na Associação Cultural e Recreativa "Pedras Soltas" com promessas muito interessantes de actividades para este ano.
No sábado aproveitei para ajudar os meus pais com os animais deles. Já há algum tempo que não fazia isto. Andar com uma manada de vacas atrás. Ah, a boa vida. E as barrosãs estão prenhes. Vêm aí vitelinhos. Foi um excelente fim de semana.
O próximo também promete com a "Passagem de Ano - Redux" e o Reptile day na zooexótico!
Vai ser bom.

23/01/2008

Culto dos 90



Today - Smashing Pumpkins

Mais uma memória dos meus teens. Muito bom.
Today is the greatest day I've ever known.
Can't live for tomorrow, tomorrow's much too long.
Aaaaah, bons tempos!

21/01/2008

O cordyceps - Parte II

Como prometido aqui ficam as fotos:

Vista geral

Hygrocybe aurantioviscida

Ramaria spp.

Mycena haematopus

Pulcherricium caeruleum

Gymnopilus spectabilis


Exidia saccharina

Fotógrafo: Rui Oliveira Costa A quem agradeço desde já a disponibilização das fotografias (e o dia bem passado).

20/01/2008

O cordyceps


Mais um fim de semana que passou e muito bem passado. Hoje foi aprofundar os meus conhecimentos de micologia. Micologia é uma área que já há muito me fascina mas sobre a qual ainda não adquiri os conhecimentos suficientes.
Nos últimos meses a conjuntura proporcionou-se a que tivesse umas aulinhas de micologia aplicada e melhor, tudo no meio quintal. Com esta brincadeirea toda acho que já consigo identificar distinguir uma Russula, de uma Ramaria, de um Lactarius. Não que seja difícil mas entendam que os únicos que conhecia o nome eram os Macrolepiotas e os Calvatia.
O domingo foi passado com excelente companhia nas matas da minha quinta embrenhados no meio da vegetação à cata dos tão preciosos cogumelos. E o tempo passou tão depressa que nem demos pela chegada da hora de almoço (excepto pelos nossos estômagos que já roncavam). Uma sandocha depois e lá estávamos nós outra vez embrenhados em mato à procura das riquezas(e segredos) micológicas da região.
Para mim o ponto alto do passeio foi o Cordyceps militaris, um fungo parasita que ataca as Processionárias do pinheiro e as destrói por dentro tendo depois uma frutificação muito interessante (como vêem não é só no tibete que há destas coisas)
Fica o retorno prometido, quando vierem mais chuvas.
Fotos para breve!

15/01/2008

Culto do 90



K's Choice - If you're not scared (Album: Cocoon Crash)
Um dos meus álbuns favoritos de sempre. Ideal para quando me dá uma crise de tétano (i.e. deitar-me na cama a olhar pró tecto e a fazer contas à vida). De som muito pop-rock e letras agri-doces que baste é um álbum que esconde a sua força debaixo de um som bubblegum cor de rosa. Altamente recomendado.

10/01/2008

Culto dos 80



Toy Dolls - Nellie, the Elephant