02/12/2012
So this is goodbye ...
Há uns anos iniciei este blog. Estava num sítio diferente, era uma pessoa diferente, tinha objectivos diferentes. Por diversas vezes tentei ressuscitar este blog, mas, ou por isto ou por aquilo, nunca pegou muito bem. Poderia dizer que o facebook matou o blog, ou outra coisa assim qualquer.
O certo é que o que tenho para dizer ou não me apetece dizer aqui ou não faz sentido dizer aqui.
Este é o derradeiro post neste blog. É melhor um ponto final que reticências. Vêmo-nos por aí. Quanto ao blog, vai ficar no ar. Vai ser um espelho de uma era, um fantasma de um ciber-espaço.
Um dia voltarei a relê-lo como quem relê um caderno da escola primária, ou um diário guardado no fundo de uma gaveta e sentirei orgulho e pena de quem fui. A todos os meus assíduos leitores obrigado por me terem acompanhado. Foi um prazer ter-vos por cá (sim, toda a meia-dúzia de vocês).
Até sempre!
16/12/2011
Culto dos 2000
Fanfarlo - Comets
E como o blog não ficaria completo sem o balanço musical de 2011, aqui fica a minha música do ano (embora tenha saído muito antes de 2011).
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Música
15/12/2011
Bombeirando
Não sou o Super-Homem. É verdade que quando era miúdo viajava com ele nas revistas de banda desenhada importadas do Brasil e brincava com uma toalha de praia a esvoaçar por cima de muros.
Nunca quis ser bombeiro. Enquanto os putos da minha idade, deliravam a ver os carros de fogo a passar, eu ficava transfixiado pelo clarão e pelas labaredas enquanto as cinzas do alecrim caíam do céu e o cheiro a Santo António invadia o ar. Ter-me tornado bombeiro foi, como muitas outras coisas na minha vida, uma oportunidade que se me apresentou. Havia a possibilidade de criação de um Posto de Socorro na freguesia, uma ideia que tinha vindo a amadurecer na minha cabeça e que agora que sou "político" ajudei a tornar possível. Saltei de pés juntos, afinal é sempre necessário um par extra de braços.
Nunca tinha sonhado conduzir uma ambulância, ou um carro de fogo e verdade seja dita também não tenho grande apetência pela condução agora.
"Eu não seria capaz", é o que me dizem repetidamente. Não entendo. Não sou o Super-Homem, embora tenha a tendência de me comportar como tal, de ser capaz de tudo e mais alguma coisa. Mas é uma máscara, como outra qualquer. Uma máscara que pomos para ser fortes quando alguém não é, quando precisamos de ser o pilar de outros.
O coração acelera quando vou para um serviço e estremece quando chego. Não me importo. Mau será o dia em que isso deixar de acontecer. Lá, a realidade muda. O tempo acelera com o bater do coração e ao mesmo tempo abranda para um ritmo quase insuportável com a morosidade do processo. O espaço torna-se exíguo e naquele momento tudo o que existe sou eu, a minha equipa e quem necessita.
A verdade é que gosto, gosto muito. Gosto da camaradagem, de tornar os 40 kms até chegar ao hospital um bocadinho mais suportáveis, do sorriso dos meus velhotes ao me verem chegar, de me meter no meio do mato com um tanque minúsculo de água (sim, já comecei a achar alguma graça a combater fogos florestais) e das noites mal dormidas.
No meio deste ano e tal de bombeiragem como costumo dizer, aprendi muito, cresci bastante também. Não é fácil ser bombeiro, não quero com isto fazer-me de Super-Homem. Posso bem com os meus problemas, mas custa-me, custa-me muito deixar amigos no hospital, deixar a família em casa com a coração nas mãos, olhar para o medo nos olhos de outra pessoa, de dizer "vai ficar tudo bem", dizer quando alguém me diz que vai morrer "Eu também, mas não vai ser hoje." e de largar umas lágrimas escondidas quando me deito porque sabendo que não os consigo salvar todos, fica sempre a saudade.
Eu sou bombeiro? Não, ainda não. Mas um dia, quando for grande, vou ser bombeiro.
Nunca quis ser bombeiro. Enquanto os putos da minha idade, deliravam a ver os carros de fogo a passar, eu ficava transfixiado pelo clarão e pelas labaredas enquanto as cinzas do alecrim caíam do céu e o cheiro a Santo António invadia o ar. Ter-me tornado bombeiro foi, como muitas outras coisas na minha vida, uma oportunidade que se me apresentou. Havia a possibilidade de criação de um Posto de Socorro na freguesia, uma ideia que tinha vindo a amadurecer na minha cabeça e que agora que sou "político" ajudei a tornar possível. Saltei de pés juntos, afinal é sempre necessário um par extra de braços.
Nunca tinha sonhado conduzir uma ambulância, ou um carro de fogo e verdade seja dita também não tenho grande apetência pela condução agora.
"Eu não seria capaz", é o que me dizem repetidamente. Não entendo. Não sou o Super-Homem, embora tenha a tendência de me comportar como tal, de ser capaz de tudo e mais alguma coisa. Mas é uma máscara, como outra qualquer. Uma máscara que pomos para ser fortes quando alguém não é, quando precisamos de ser o pilar de outros.
O coração acelera quando vou para um serviço e estremece quando chego. Não me importo. Mau será o dia em que isso deixar de acontecer. Lá, a realidade muda. O tempo acelera com o bater do coração e ao mesmo tempo abranda para um ritmo quase insuportável com a morosidade do processo. O espaço torna-se exíguo e naquele momento tudo o que existe sou eu, a minha equipa e quem necessita.
A verdade é que gosto, gosto muito. Gosto da camaradagem, de tornar os 40 kms até chegar ao hospital um bocadinho mais suportáveis, do sorriso dos meus velhotes ao me verem chegar, de me meter no meio do mato com um tanque minúsculo de água (sim, já comecei a achar alguma graça a combater fogos florestais) e das noites mal dormidas.
No meio deste ano e tal de bombeiragem como costumo dizer, aprendi muito, cresci bastante também. Não é fácil ser bombeiro, não quero com isto fazer-me de Super-Homem. Posso bem com os meus problemas, mas custa-me, custa-me muito deixar amigos no hospital, deixar a família em casa com a coração nas mãos, olhar para o medo nos olhos de outra pessoa, de dizer "vai ficar tudo bem", dizer quando alguém me diz que vai morrer "Eu também, mas não vai ser hoje." e de largar umas lágrimas escondidas quando me deito porque sabendo que não os consigo salvar todos, fica sempre a saudade.
Eu sou bombeiro? Não, ainda não. Mas um dia, quando for grande, vou ser bombeiro.
10/01/2011
Significado actual de perguntas com água no bico
"Não costumas sair?": esta frase podia ser entendida como "És um ermita que nunca sai de casa e passa a vida agarrado ao computador", excepto quando se chega a uma certa idade. Quando se chega a uma certa idade esta frase passa a significar "Já não vais a bares e clubs e afins?" porque subentende-se que se passa a vida fora de casa no resto dos dias, quer em obrigações pessoais (leia-se compras e família), profissionais (também conhecido como casa-trabalho, trabalho-casa) e outras obrigações. Ou seja, o que a pergunta quer realmente dizer é: "Não tens vida social?".
"Então, e onde ficou a tua mulher?": Outra pergunta fantástica que quer dizer "Tens namorada?" incluindo também um "Já casaste?" como quem não quer a coisa. Responder com "Não sei, deve estar em casa.", é mais socialmente aceite passar por porco chauvinista que estar a explicar porque raio não se trouxe a namorada/esposa, ou porque não se tem namorada/esposa.
"Vives sozinho?": Outra pergunta para se indagar sobre o estado civil. Responder com um "Às vezes!", provoca risada geral e com sorte acaba aí a conversa.
"E filhos, para quando?": Outra pergunta que traz invariavelmente água no bico. Responder com um "Sou fértil até aos 70. Ainda tenho muito tempo." e se estiver numa mesmo de mauzinho respondo com "Devido a complicações de saúde não posso ter filhos.". Resposta magnifica porque ainda conseguimos provocar uma crise de consciência ao interlocutor (resposta roubada ao meu Freaky).
"Trabalhas onde?": Traduzido por "Ganhas bem?". Responder que se trabalha em computadores. É um bocado como dizer que se trabalha na função pública. Toda a gente sabe que se faz alguma coisa mas ninguém sabe muito bem o quê.
"E que contas de novo?": O equivalente ao "Sabes como ficou o benfica", pergunta feita quando se acabou o tema de conversação. Se a pessoa interessar responder com algum episódio caricato que tenha acontecido. Se não, começar a choramingar com problemas de saúde e/ou falta de dinheiro. Ninguém gosta de um choraminga.
"Então, e onde ficou a tua mulher?": Outra pergunta fantástica que quer dizer "Tens namorada?" incluindo também um "Já casaste?" como quem não quer a coisa. Responder com "Não sei, deve estar em casa.", é mais socialmente aceite passar por porco chauvinista que estar a explicar porque raio não se trouxe a namorada/esposa, ou porque não se tem namorada/esposa.
"Vives sozinho?": Outra pergunta para se indagar sobre o estado civil. Responder com um "Às vezes!", provoca risada geral e com sorte acaba aí a conversa.
"E filhos, para quando?": Outra pergunta que traz invariavelmente água no bico. Responder com um "Sou fértil até aos 70. Ainda tenho muito tempo." e se estiver numa mesmo de mauzinho respondo com "Devido a complicações de saúde não posso ter filhos.". Resposta magnifica porque ainda conseguimos provocar uma crise de consciência ao interlocutor (resposta roubada ao meu Freaky).
"Trabalhas onde?": Traduzido por "Ganhas bem?". Responder que se trabalha em computadores. É um bocado como dizer que se trabalha na função pública. Toda a gente sabe que se faz alguma coisa mas ninguém sabe muito bem o quê.
"E que contas de novo?": O equivalente ao "Sabes como ficou o benfica", pergunta feita quando se acabou o tema de conversação. Se a pessoa interessar responder com algum episódio caricato que tenha acontecido. Se não, começar a choramingar com problemas de saúde e/ou falta de dinheiro. Ninguém gosta de um choraminga.
Separadores
Vidinha
15/10/2010
Facto da Semana
Facto da semana
Finanças do Estado são problema que vem de há séculos
Olhando para a nossa história percebe-se que nunca con- seguimos gerir da melhor forma as finanças do Estado. Por um lado, o elevado peso da administração pública nas contas do País foi sempre constante e, por outro, raramente revelá- mos bom senso na aplicação das receitas, principalmente nos períodos mais favoráveis de que a época dos descobrimentos ou, mais recentemente, as décadas em que recebemos avulta- dos fundos comunitários, são bons exemplos.
Numa altura em que tanto se discute o futuro de Portugal, principalmente devido à grave crise económica e social que atravessamos, é preocupante perceber que o problema possa estar no próprio ADN dos portugueses (!) e enraizado na sua cultura, sendo, assim, mais difícil implementar as mudanças necessárias para a ultrapassar.
Que comentários lhe merece esta questão?
Pontos de vista
Não é uma questão genética. É maisuma questão de saúde pública. Faz falta aos portugueses uma boa política de saúde oral, para conseguirem ter "dentes" para roer os ossos do ofício. As más práticas da Administração Pública já se prolongaram durante muito tempo sem que ninguém conseguisse ter a coragem e a determinação de as conter.
Samuel da Costa,
programador informático, Leiria
In Jornal de Leiria Edição 1370 14 de Outubro de 2010
Finanças do Estado são problema que vem de há séculos
Olhando para a nossa história percebe-se que nunca con- seguimos gerir da melhor forma as finanças do Estado. Por um lado, o elevado peso da administração pública nas contas do País foi sempre constante e, por outro, raramente revelá- mos bom senso na aplicação das receitas, principalmente nos períodos mais favoráveis de que a época dos descobrimentos ou, mais recentemente, as décadas em que recebemos avulta- dos fundos comunitários, são bons exemplos.
Numa altura em que tanto se discute o futuro de Portugal, principalmente devido à grave crise económica e social que atravessamos, é preocupante perceber que o problema possa estar no próprio ADN dos portugueses (!) e enraizado na sua cultura, sendo, assim, mais difícil implementar as mudanças necessárias para a ultrapassar.
Que comentários lhe merece esta questão?
Pontos de vista
Não é uma questão genética. É maisuma questão de saúde pública. Faz falta aos portugueses uma boa política de saúde oral, para conseguirem ter "dentes" para roer os ossos do ofício. As más práticas da Administração Pública já se prolongaram durante muito tempo sem que ninguém conseguisse ter a coragem e a determinação de as conter.
Samuel da Costa,
programador informático, Leiria
In Jornal de Leiria Edição 1370 14 de Outubro de 2010
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Desabafo
26/08/2010
As vicissitudes da mudança
Com a mudança de habitação estas foram algumas das coisas aprendidas nos últimos dias:
- Não se deve sair à rua em boxers.
- Se vamos mijar ao quintal e a vizinha tossir, não está a limpar a garganta. (Quem a manda olhar!)
- A bomba de água irá avariar no sábado, dia pós-ressaca, com graves distúrbios gastro-intestinais.
- Os carros do supermercado não são todos teus, e se uma senhora olhar para ti com cara de quem lhe roubou a posta de salmão, se calhar roubaste mesmo.
- A mudança na vida é tão certa como a mudança de localização das coisas no supermercado.
- Atum é estranhamente versátil.
To be continued ...
- Não se deve sair à rua em boxers.
- Se vamos mijar ao quintal e a vizinha tossir, não está a limpar a garganta. (Quem a manda olhar!)
- A bomba de água irá avariar no sábado, dia pós-ressaca, com graves distúrbios gastro-intestinais.
- Os carros do supermercado não são todos teus, e se uma senhora olhar para ti com cara de quem lhe roubou a posta de salmão, se calhar roubaste mesmo.
- A mudança na vida é tão certa como a mudança de localização das coisas no supermercado.
- Atum é estranhamente versátil.
To be continued ...
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Vidinha
10/08/2010
A pedido de muitas famílias
A pedido de muitas famílias cá vai a minha actualização. Poderia-se pensar que o desemprego implica mais tempo livre. Nada mais errado, entre a casa nova e o resto dos projectos paralelos o tempo tem sido escasso para muita tristeza dos que querem passar algum tempo comigo. Enfim, vai-se fazendo o que se pode mas o dom da ubiquidade dava muito jeito ao já meu elevado rol de dons.
Agora já na casa nova a bicharada vai aparecendo. Os primeiros "pets" são (tambores):
- Polistes dominula
Os habitantes do meu beiral com os quais negociei umas tréguas. Elas não me mordem e eu não lhes despejo o Dum Dum em cima. Até ver o tratado de paz tem funcionado. A ver até quando.
- Araneus diadematus
A habitante do meu terraço. Esta fêmea dedicou-se a fazer um teia enorme entre as minhas duas chaminés. É inofensiva e bastante meiga. Bem mais pacífica que os meus vizinhos beligerantes do sul.
De resto sou visitado por outra bicharada frequentemente. Os Athene noctua são a companhia de algumas noites solitárias. São uns castiços.
E pronto tem sido isto. Mais novidades para breve!
Agora já na casa nova a bicharada vai aparecendo. Os primeiros "pets" são (tambores):
- Polistes dominula
Os habitantes do meu beiral com os quais negociei umas tréguas. Elas não me mordem e eu não lhes despejo o Dum Dum em cima. Até ver o tratado de paz tem funcionado. A ver até quando.
- Araneus diadematus
A habitante do meu terraço. Esta fêmea dedicou-se a fazer um teia enorme entre as minhas duas chaminés. É inofensiva e bastante meiga. Bem mais pacífica que os meus vizinhos beligerantes do sul.
De resto sou visitado por outra bicharada frequentemente. Os Athene noctua são a companhia de algumas noites solitárias. São uns castiços.
E pronto tem sido isto. Mais novidades para breve!
03/05/2010
21/03/2010
Limpeza
Nas palavras do grande filósofo Sócrates (não o o primeiro ministro, o filósofo grego) "Eu bebi o quê?!?", este podia ser o resumo do fim-de-semana. Sábado, a iniciativa limpar Portugal onde o meu grupo composto por mais duas pessoas e uma Toyota Hiace de caixa aberta se dedicou a apanhar toda a espécie de lixo, garrafas, plásticos, papelinhos, papelões, restos mortais de utilitários que já não serviam para nada e definhavam à beira da estrada. O dia não estava nada convidativo, chovia, ventava mas prefiro assim. Antes frio que calor. Relatório da actividade pode ser lido no blog da minha amiga chagaman.
Depois já com a barriga a roncar foi altura da almoçarada na sede do clube desportivo, bem regado como não podia deixar de ser. Ora aqui começou o problema. Era meio-dia e o dia ainda ia a meio. O resto da tarde continuou entre mines e copinhos de medronheira (veneno!!!). O jantar foi seguido de sopa da pedra (algo bem levezinho) e uma caldeirada de perdiz oferecida pela Associação de Caçadores. Pior! Cada qual trouxe o seu garrafão de vinho caseiro que tinha feito e claro que todos queriam que provássemos o respectivo chiripiti (gosto desta palavra). A noite prolongou-se até às 3 da manhã já comigo incapaz de me aguentar a dar dois passos a direito. Mas valeu a pena. Ofereceram um dumper usado à junta de freguesia, cortesia que eu retribuí com a oferta de um leitão assado, promessas de inaugurações com mais leitões oferecidos à mistura e promessas de ida à lampreia!
Domingo foi o dia em que o fígado se revoltou e as perdizes da noite anterior ameaçavam ressuscitar, algo que não aconteceu mas por pouco. É claro que tive a visita da minha futura afilhada que foi visitar a minha casinha nova e aproveitamos para fazer a preparação da cerimónia de baptismo. O resto do dia foi passado a vegetar em cima da cama ainda com cinco minutos de cinema com filme "Definitely, Maibe", um filme com a lindissima Rachel Weizs mas que nem deu para aproveitar já que sucumbi aos abusos da noite anterior e adormeci. Mas é um filme para ver do início ao fim.
Um belo fim de semana!
Depois já com a barriga a roncar foi altura da almoçarada na sede do clube desportivo, bem regado como não podia deixar de ser. Ora aqui começou o problema. Era meio-dia e o dia ainda ia a meio. O resto da tarde continuou entre mines e copinhos de medronheira (veneno!!!). O jantar foi seguido de sopa da pedra (algo bem levezinho) e uma caldeirada de perdiz oferecida pela Associação de Caçadores. Pior! Cada qual trouxe o seu garrafão de vinho caseiro que tinha feito e claro que todos queriam que provássemos o respectivo chiripiti (gosto desta palavra). A noite prolongou-se até às 3 da manhã já comigo incapaz de me aguentar a dar dois passos a direito. Mas valeu a pena. Ofereceram um dumper usado à junta de freguesia, cortesia que eu retribuí com a oferta de um leitão assado, promessas de inaugurações com mais leitões oferecidos à mistura e promessas de ida à lampreia!
Domingo foi o dia em que o fígado se revoltou e as perdizes da noite anterior ameaçavam ressuscitar, algo que não aconteceu mas por pouco. É claro que tive a visita da minha futura afilhada que foi visitar a minha casinha nova e aproveitamos para fazer a preparação da cerimónia de baptismo. O resto do dia foi passado a vegetar em cima da cama ainda com cinco minutos de cinema com filme "Definitely, Maibe", um filme com a lindissima Rachel Weizs mas que nem deu para aproveitar já que sucumbi aos abusos da noite anterior e adormeci. Mas é um filme para ver do início ao fim.
Um belo fim de semana!
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Fim de semana
19/03/2010
01/03/2010
Fim-de-semana bipolar
Como não podia deixar de ser, mais um fim de semana bipolar. Se o sábado foi um dia muito agradável com estudos arquitectónicos, uma bela almoçarada de mão de vaca e a atribuição do primeiro subsídio de natalidade da freguesia. Domingo já foi muito surreal.
Então como dizia Jack o Estripador, vamos por partes.
Sábado com aviso de alerta vermelho para todo o distrito ir-se-ia pensar que eu estaria a hibernar enrolado no saco-cama em cima da cama a ver TV ou na casa da bicharada a limpar terrários, mas não andava na rua a apanhar com chuva e vento nas fuças enquanto fazia estudos arquitectónicos para o futuro Jardim das Tabuletas num dia extremamente convidativo. Salvou-se o almoço e uma tarde bem passada a dar uma prendinha ao novo rebento da freguesia.
A noite, essa foi passada no saco-cama a ver o Up In The Air, um belo filme recomendado pela lêndea sobre a crise dos trinta. Se bem que já nem se pode chamar crise dos trinta, mas sim resignação dos trinta além do mais teve o condão de me surpreender, coisa que já não acontecia há algum tempo.
Altamente recomendado.
Domingo foi bipolar, com a morte trágica da mãe de um amigo. Estas coisas nunca me deixam incólume e salvou-se do dia a ida à terra dos fenómenos levar duas cobrinhas para futuramente fazerem belezas imperais e a conversa com a Bu e o Ovelha à volta de umas pizzas.
Agora o funeral. Odeio funerais. Nunca sei o que dizer ...
Então como dizia Jack o Estripador, vamos por partes.
Sábado com aviso de alerta vermelho para todo o distrito ir-se-ia pensar que eu estaria a hibernar enrolado no saco-cama em cima da cama a ver TV ou na casa da bicharada a limpar terrários, mas não andava na rua a apanhar com chuva e vento nas fuças enquanto fazia estudos arquitectónicos para o futuro Jardim das Tabuletas num dia extremamente convidativo. Salvou-se o almoço e uma tarde bem passada a dar uma prendinha ao novo rebento da freguesia.
A noite, essa foi passada no saco-cama a ver o Up In The Air, um belo filme recomendado pela lêndea sobre a crise dos trinta. Se bem que já nem se pode chamar crise dos trinta, mas sim resignação dos trinta além do mais teve o condão de me surpreender, coisa que já não acontecia há algum tempo.
Altamente recomendado.
Domingo foi bipolar, com a morte trágica da mãe de um amigo. Estas coisas nunca me deixam incólume e salvou-se do dia a ida à terra dos fenómenos levar duas cobrinhas para futuramente fazerem belezas imperais e a conversa com a Bu e o Ovelha à volta de umas pizzas.
Agora o funeral. Odeio funerais. Nunca sei o que dizer ...
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Desabafo,
Fim de semana
26/02/2010
25/02/2010
Culto dos 10
Condenada a ser cantada muitas vezes em volta da guitarra com uma cerveja na mão.
Virgem Suta - Dança de Balcão
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Música
PDI
Ainda não foi há muito tempo que:
- O fura se deslocava de DT 50.
- O 13 sonhava com as vizinhas do prédio.
- O freak estoirava as colunas com trance psicadélico.
- O x quando despia uma mulher não era para lhe mudar a fralda.
- O yax tinha cabelo.
- e eu ainda não era tratado por senhor quando fazia uma declaração amigável.
Longe vão os tempos ...
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Desabafo
18/02/2010
Metade
Metade
Por Oswaldo Montenegro
Não tenho o hábito de meter poesia, mas gostei particularmente desta. E como mais tarde me quero relembrar, aqui fica.
Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também
Por Oswaldo Montenegro
Não tenho o hábito de meter poesia, mas gostei particularmente desta. E como mais tarde me quero relembrar, aqui fica.
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Vidinha
15/02/2010
14/02/2010
10/02/2010
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