Histórias de eventualidades, improbabilidades, bicharadas, noitadas e coisas do arco da velha que de alguma forma me acabam sempre por acontecer. Crónicas diárias com a matilha, muita bicharada à mistura, muita música e sempre com um humor caústico como muita gente gosta de o caracterizar.

20/05/2008

Para quem gosta delas secas!

Uma galinha põe um ovo de meio quilo.
Jornais, televisão, repórteres... todos atrás da galinha.

- Como conseguiu esta façanha, Sr.ª Galinha?
- Segredo de família...
- E planos para o futuro?
- Pôr um ovo de um quilo!

Então as atenções voltam-se para o galo...

- Como conseguiram tal façanha, Sr. Galo?
- Segredo de família...
- E planos para o futuro?
- Partir os cornos ao peru!!

Mais em: Secas do dia

19/05/2008

A espuma da terra

Hoje foi dia da inauguração da exposição "Espuma da Terra", dedicada a minerais. A exposição encontra-se nas grutas de Mira de Aire mesmo na última sala da gruta. A exposição está extremamente bem construída sendo que o impacto visual é algo de extraordinário (a adicionar à magnificência da própria cavidade). É um bom plano de fim de semana, um passeio pelo maciço calcário estremenho a juntar à visita às grutas da região (Serra de Santo António, Alvados, Mira de Aire e Moeda).
Quanto à inauguração, já chegamos um bocado tarde, mas ainda assim tivemos direito a visita guiada exclusiva pelo proprietário dos minerais, alguma paparoca (se bem que a fome não era muita) e a companhia era muito agradável.
Visitem, vale a pena!

18/05/2008

Rota do Leite

Dia 1 de Junho lá se vai realizar mais uma actividade única dos Pedras Soltas. A rota do leite. Apareçam, vamos ordenhar cabras, visitar uma ordenha mecânica, uma capela proximamente relacionado com estas actividades, muitos lugares de interesse botânico e geológico e melhor que tudo, podem provar buchetes, um ex-libris da cozinha local. Apareçam, vai ser engraçado!

Mais três dias

Mais um fim de semana que se passou sem grandes novidades e sem grandes acontecimentos. Às vezes é um coisa boa, outras vezes nem por isso. Este fim de semana até me estava a apetecer fazer alguma coisa interessante mas as inevitabilidades não o permitiram. Sábado foi passado a fazer compras para o meu próximo terrário no Mestro Maco que por algum motivo agora se chama iZi (com esta capitalização, vá-se lá perceber). Depois de esperar uma eternidade por um quarentão de meia idade que não se conseguia decidir sobre qual eram as medidas apropriadas para a sua bricolage mais recente e um empregado que estava sem pachorra nenhuma para o atender, lá fui atendido à espera de ser recebido com o mesmo olhar gélido. Mas não, até fui bem recebido, acho que o facto de alguém saber o que queria comprar devia ser algo de novidade.
A verdade é que tenho tanto jeito para bricolage como para cirurgia de peito aberto, mas o meu irmão até gosta destas coisas, então se eu fizer a idealização e fornecer os materiais, o meu irmão nem se importa de fazer a montagem. Dá sempre jeito ter um pseudo-voluntário (sim, pseudo porque de certeza que mais cedo o mais tarde tenho de lhe vender a alma) à mão.
Sábado à noite foi passado a beber bejecas com umas amigas muito interessantes. Mentira, mentira, foi passado de serviço na ACR por entre jogos de sueca e gabarolices relacionadas com a passada época de caça. O certo é que já eram três da manhã quando consegui fechar o estaminé. E a noite morreu ali.
Domingo foi passado na cama até à hora do pequeno-almoço almoçarado (a minha vida é tão interessante ...), depois reunião na ACR com os Pedras Soltas para os preparativos de uma exposição que eu não faço ideia o que vai ser e sobre a Rota do Leite (já ponho um post sobre isto). Muito trabalhinho e pouco tempo para tudo. Eram umas 5 da tarde e vim até a casa para ver a final da taça que o Sporting lá ganhou com muita vaca à mistura, mas o jogo foi uma seca tão grande que adormeci a meio acordando só a tempo dos golos. Mas pronto, até foi bom porque assim continuam convencidos que o Paulo Bento é um bom treinador e mantêem-lo lá por mais um ano.
Com esta vinda até a casa acabei com a única chance de excitação que poderia ter neste fim de semana, perdi a porrada que houve na ACR (enfim, sou um rapaz de gostos estranhos). O fim de semana foi acabado a comer bagels que a minha mãe me trouxe da pastelaria cá do zona (por ventura o único lugar em Portugal que faz bagels?). E lá se passou um fim de semana em que não se passou absolutamente nada!

13/05/2008

Culto dos 00



The pipettes - Pull Shapes
Depois das últimas músicas depressivas que deixei fica aqui uma musiquita ultra pink-pop, feel good ao extremo. E não não é uma banda dos anos 60, mas sim uma banda muito recente que decidiu emular as girls bands dos anos 60. É uma música, citando um amigo meu, "estranhamente agradável".
Para quem quiser ouvir mais The Pipettes.

12/05/2008

A fátima

Me says:
Que conclusões teológicas se retiram de morrerem, atropelados, resmas de peregrinos a caminho de Fátima, todos os anos? Ou sou só eu a pensar nisso?
Me says:
num blog que leio
Abelha says:
realmente é um bom tópico
Abelha says:
este ano anda mau para isso
Abelha says:
acho que o pessoal facilita na estrada (andam aos pares e tudo)
Abelha says:
mas conclusões teológicas: religião mata
Me says:
sem dúvida
Abelha says:
ou então: "favores em cadeia" -> vai uma pessoa cumprir uma promessa, é atropelada e depois há outras pessoas a fazerem promessa para que essa pessoa se salve
Me says:
lolol
Abelha says:
é bola de neve
Me says:
bem visto!
Abelha says:
conclusão: Deus vai-nos limpar o sebo a todos atraves de Fátima!
Me says:
ou seja fátima é uma forma de controlo demográfico!
Abelha says:
qual apocalipse, qual arca de noé!
Me says:
(vamos para o inferno sabes disso)
Abelha says:
(já la estou ha muito tempo)
Abelha says:
ja tenho o bilhete de ida só até. one way trip
Me says:
Já dizia Sartre: "O inferno é os outros"
Abelha says:
eheh bem visto

11/05/2008

O castelejo


Sábado à tarde com muita coisa para fazer e pouca vontade parti para a aventura. Juntei a matilha e lá fomos nós a caminho de um dos segredos mais bem guardados das redondezas, o Castelejo. Uma zona aqui pertinho mas que ainda não tinha explorado com pés e cabeça. O dia estava ventoso e com uns aguaceiros que nos obrigavam a abrigar ou na escarpa ou no espinheiro mais próximo. Com o dia assim tão mau nunca esperei encontrar muita bicharada. Na verdade esteve longe disso, entre perdizes, coelhos, raposas, algumas cobras que aproveitavam as raras nesgas de sol para fazer a digestão e as omnipresentes orquídeas.
O primeiro achado foi uma Hemorrhois hippocrepis (Cobra de ferradura) que foi afugentada pelos meus espalha-brasas (leia-se cães) antes de poder chegar até ela. A seguinte não teve tanta sorte. Uma bela Coronella girondica (Cobra bordalesa) que estava demasiada gorda para fazer uma fugida apressada. Tinha um belo rato na barriga e isso permitiu-me agarrá-la rapidamente para a delícia de todos os presentes. É claro que apanhei uma trincadinha da praxe. Mas nestas lides e sem luvas é inevitável. Acho que de certa forma até faz parte do charme.

Pose

Na mão e até nem esperneava muito.

A trinca da praxe.

De seguida fomos investigar as "cascalheiras" da região, conhecidas pelo seu conteúdo de fósseis. Esta também se revelou uma busca proveitosa com algumas rochas que revelaram algumas inclusões. Uma é especialmente interessante com um osso (omoplata?) de um roedor ou pequeno carnívoro(?) claramente visível. A minha tese sobre a formação destes fósseis tem a ver com a geologia da região. A região é conhecida pelas suas inúmeras grutas e cavernas. Ora os animais caem nestas cavidades e são arrastados para o interior da gruta onde são calcificados pela acumulação de calcite. Quando as brechas se desmoronam estas perdas são desfeitas deixando o seu conteúdo claramente visível (se se souber onde procurar). Deixo aqui a foto. Vejam se conseguem descobrir o osso?

O resto do percurso foi feito com calma, a fugir de aguaceiros, com os cães a pular de um lado para o outro e a ver as orquídeas que nos acompanharam no percurso todo.
Ainda não identificada.

Anacamptis pyramidalis
O resto do fim de semana foi dentro da normalida. Café com os amigos no Sábado (quando devia de estar noutro lado para pronto, o dom da ubiquidade ainda é um dos poucos que me faltam) e no domingo foi o aniversário do maninho que andava de mau humor depois de ter partido o motor da mota. Enfim, o costume ...

Já nasceu!




E é um rapaz. Não estou habituado a bezerros da raça barrosã. São tão pequenos, parecem umas cabras. Mas como podem ver é muito bonito!

09/05/2008

Culto dos 00



Patrick Watson - The Great Escape
Quase fim de semana!

07/05/2008

A Lua e Mercurio


Hoje saquei dos binóculos e fui ver o quarto crescente que se espreguiçava no céu. A foto não é das melhores, mas com uma máquina digital compacta não se pode pedir muito mais. Em cima a lua em quarto crescente iluminada pelo sol. A parte escura é bem visivel devido à luz reflectida pela terra (o earthshine). A primavera é a altura ideal para observar este fenómeno. Em baixo Mercúrio mesmo por cima da azinheira e do lado esquerdo a estrela Capella da constelação de Auriga.
Se tiverem um par de binóculos aproveitem e vão dar uma vista de olhos. Pode-se ver mesmo muita coisa com um par mesmo dos mais humildes (como os meus).

06/05/2008

No country for old men


Vi o No country for old men ontem. Francamente ainda não consegui decidir se gostei ou não do filme ... O filme está tecnicamente perfeito, a fotografia também, a cinematografia nem se fala, mas o enredo é que não sei.
Talvez um dia descubra se gostei ou não do filme.
Pelo lado positivo tínhamos a sala toda para nós. Um cinema completo para duas pessoas é excepcional. Tenho de ir mais vezes neste horário.

05/05/2008

As férias, o fim de semana e outros que tais


Aaaaah, esta semanita de férias soube-me pela vida. Já estava mais que a precisar de uma paragem de alguns dias, não sei porquê mas os fins de semana nunca parecem ser o suficiente para descansar. Se calhar é por nunca parar quieto, ou se calhar é por não ser tempo suficiente. O certo é que é preciso pelo menos 4 dias para um descanso efectivo.
Segunda e terça-feira foram passados entre sestas e fazer recadinhos (que normalmente são guardados para esta altura), a que normalmente se juntam alguns "Olha, agora que estás de férias podias aproveitar e fazer-me um favor".
Quarta-feira foi quando começou mesmo as férias desta vez o x forneceu a casa (e sim senhor uma excelente casa) algumas cervejas, o inevitável Favaios e muita conversa à mistura foi o ingrediente de uma grande noite com muita conversa à mistura ao bom estilo dos Magníficos e respectivas arrastadas. O dia seguinte foi passado entre muita pizza, e muito Magic para toda a gente. Eu sei que já todos se estão a aproximar dos 30 (e alguns já por lá andam) mas esta coisa do Magic foi um bichinho que foi ficando. è certo que só jogamos quando estamos juntos e com um deck comprado à pressa na tabacaria da esquina. Mas mesmo assim passa-se sempre um bom bocado (o álcool ajuda claro). Depois vir para casa e recuperar o sono perdido.
Sexta-feira foi passada com o carro na oficina para a revisão dos xxx mil (quantos ao certo perdi a conta mas já vai nos centena de milhar) é claro que quando vi a conta senti os testículos descer rapidamente e estatelarem-se no chão a uma velocidade supersónica. 300€?!?! 300€!! Eu sempre ouvi dizer que preços com o médico e com o mecânico não se discutem. Mas dasse! Bem lá se foram os anéis (e uma fatia substancial do ordenado mensal).
Se Sexta não prometia, Sábado tinha um prognóstico pior, com mais um dos 1453 casamentos anuais a que sou convidado. Vá lá este ano até nem foi dos piores já que são só 4, mas já os houve dos 8 num ano! Não há carteira que resista! Mas ao contrário do que previa o casamento foi um sucesso (muito por culpa do Esteva e da mesa improvisada de poker) com bom vinho, boa companhia, e sem a seca habitual que costumam ser os casamentos. Aliás este ano ainda não apanhei seca em casórios. Mas pronto há-de vir o dia. Comidinha com fartura, que estava fenomenal e muito marisco. Ora o pessoal que janta comigo já sabe o que a casa gasta e que não ligo muito a camarão e lagosta por isso eles comem sempre à grande e à francesa. Eu vou-me entretendo com o queijo e com as espetadas de Cherne enroladas em bacon. Podem ficar com esses varredores de fundo vermelhos.
Domingo foi mais comida, na ocasião da grande inauguração dos Balneários do clube desportivo local. Para variar foi? Porco no espeto pois claro está. A par do frango no churrasco, este prato já se tornou um ícon dos eventos populares. Não que eu me queixe antes pelo contrário. Mas depois do dia anterior duas sandochas depois e já tinha o estômago a pedir misericórdia, fizemos as pazes com uma canjinha de miúdos ao jantar.

O carro do noivo depois de alguns convidados se terem divertido com ele (juro que não tive nada a ver). Mas que me ri á fartazana ri!

04/05/2008

Culto dos 00



Duas musiquinhas do álbum Lost in Space da Aimee Mann. Para apreciar com um copo de vinho tinto.

P.S. - Relato do fim de semana e das férias para breve.

Project Pyrrhocorax


Projecto Pyrrhocorax

Uma das vertentes deste projecto é criar uma plataforma de opinião pública e discussão critica em torno desta espécie, no qual se pretende uma participação activa de todas as pessoas e organismos na obtenção de instrumentos para a elaboração de uma estratégia regional e nacional de conservação da Gralha-de-bico-vermelho.


Há algum tempo chamaram-me a atenção para este projecto. Como sabem o PNSAC é um dos poucos sítios onde as Gralhas de Bico Vermelho nidificam em algares. Uma das coisas que mais gosto de ver são os bandos de Gralhas de Bico Vermelho no início do Outono. Qualquer um que já os tenha visto, é impossível não ficar impressionado.
Espero poder dar uma ajuda a este projecto no que me for possível (e no pouco tempo que tenho disponível). As gralhas (que cada vez são menos) merecem!

29/04/2008

As férias

Tinha um grande texto preparado para por aqui no blog, mas porra, estou de férias, e férias são férias! Amanhã vou para a praia (roam-se de inveja), aproveitar para estar com o pessoal, beber uns canecos. No fim de semana foi passeio pela serra e soube mesmo bem. E o octogésimo aniversário do meu avô, que deu para matar as saudades da família. Mas pronto, estou de férias por isso deixo aqui as fotos!








22/04/2008

Six Word Memoir

Bem, como me calhou a fava e no sentido do bom desportivismo cá fica a minha Six Word Memoir.

De que parte de Portugal és?



Quando se lembrarem de mandar caralhadas e insultar os que vos rodeiam, lembrem-se que por muito longe de Portugal estiverem há-de haver sempre um Português por perto.

E a fava vai para:
Agora amanhem-se!

21/04/2008

A UDL


LEIRIIIIIIA! (4-1)
(Hey, uma pessoa tem de aproveitar, já que o Benfica só dá tristezas)

20/04/2008

Culto dos 00



Damien Rice - The Blower's Daughter
Mais uma música calminha. Esta com já alguns aninhos, 2001 (7!! já lá vão tantos anos?!?)

As vacas

Sábado foi um dia sem grandes eventos. De manhã nanar por casa, fazer umas coisitas que já estavam atrasadas. À tarde, penso em ir dar uma corridinha (desta vez sem bobbies que estava um tempo terrível), saio de casa quando me pedem para dar um pulo à canada para ver como estavam as vaquinhas dos meus pais.
Como já fazia algum tempo que não via as vacas, cancelei a corrida, agarrei na L200 (a velhinha L200 do meu pai) e lá vou eu por caminhos de cabras ao encontro das vacas. Chego ao pé dos animais, para fazer a contagem, certificar-me que estavam todas e que não estava nenhuma próxima de parir ou já parida, quando me cai uma pedrita na cabeça, olho para traz e o céu estava preto, corro de volta para o carro, não sem antes ser bombardeado por pedraço(granizo) que mais pareciam tirinhos de pressão-de-ar, o que vale é que como vinham congelados não me molhei(muito), depois da bátega passar lá voltei eu para ao pé dos animais.
Estavam todas bem e continuavam mansas como o costume. O boi é que me seguia em todos os passos. Para quem não conhece um boi charolês, isto é um boi charolês:

Origem:http://www.geocities.com/cialeite/
Mas, este boi é muita parra e pouca uva, isto é, ele assusta, muge, ele arrapa, mas no fim é um cachorro grande. Só é preciso ter cuidado é quando ele se põe aos pulos armado em parvo. Um bicho de quase uma tonelada aos pulos ao nosso lado não tem muita piada.
Já à noite foi tempo de mais uma reunião. Desta vez de preparação do próximo passeio Pedras Soltas. E modéstia à parte este acho que vai ser o melhor passeio que já fizemos!
No domingo foi o quinquagésimo aniversário da minha mãe, que acho que estava em choque com a perspectiva de ter cinquenta anos. Alguma comidinha e tal, os parabéns do costume e a prenda que vai chegar atrasada, já que eu nunca sei se ela faz anos dia 20 ou dia 21 e acabo sempre por errar. Eu sei que é para isso que servem os organizers. Mas que querem, numa família onde nem o próprio pai sabe ao certo quando faz anos (no BI está 23, mas a minha avó jura a pés juntos que foi a 24) é fácil perder o rasto ao dia correcto. Ainda para mais quando em 3 ou 4 dias é uma carrada de gente a fazer anos. Costumo pensar nesta altura do ano como o Natal redux, pelo dinheiro que acabo sempre por gastar em prendas.

19/04/2008

O mosteiro

Na sexta-feira passada no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios fui cultivar-me um bocadinho. Acedendo ao pedido da Gaija e combinando com a Patito e a Juncalense, decidi ir visitar o Mosteiro da Batalha que estava a promover uma visita guiada nocturna (pelo menos foi assim que me venderam o peixe).
Combina-se com a Patito e a Juncalense uma jantarada apressada antes da concentração, com espaço para uma cervejola antes no sítio do costume. Ora como normalmente eu sou o primeiro a chegar e como a Patito e a Juncalense tinham de ir a uma inauguração compro o Público, já que precaver-me porque isto das inaugurações nunca acabam a horas.
Já no café, que a esta altura estava a abarrotar como qualquer boa sexta-feira que se preze, dou por mim a rir-me sozinho enquanto leio o Inimigo Público. Isto de estarmo-nos a rir sozinhos num café cheio de gente acaba inevitavelmente com pessoas a olharem-nos de lado com ar de pena e desconfiança. Enfim, as figuras que faço já não deviam ser novidade. Algum tempo depois chegam as compinchas para jantar. O sítio de eleição foi uma marisqueira ali perto e como a malta estava mais numa de pestiscos que propriamente de jantar, foi sopinha (mesmo que sendo da knorr para muita tristeza da Juncalense), moelas, ameijoas e muito pão torrado.
Já atrasados para o início da visita, lá fomos nós a correr para nos encontrarmos com a Gaija (que para variar também estava atrasada) e visitar os monumento da Batalha. As visitas às igrejas foram interessantes, mas a parte do Mosteiro podia ter sido bem melhor. O mosteiro à noite é espectacular, de cortar mesmo a respiração, mas ao invés de andarmos a passear de um lado para o outro fomos brindados com uma apresentação sobre vitrais. As luzes a apagar e o retro-projector a acender deviam ter sido um bom aviso para me por a milhas, mas decidi ficar. O problema é que o senhor (um mestre na arte do vitral em Portugal) tinha algum problema em ser sucinto, depois a acústica não ajudava nada e ainda para mais a apresentação era minúscula ou seja quando ele falava em pormenores eu só conseguia ver manchas amorfas coloridas. Para ajudar, era noite, estava frio e tinha acabado de jantar. O sono aproximava-se já em passos largos!
Eventualmente acabou, e como a Gaija já tinha trabalho lá no mosteiro, tivemos acesso a partes que muito dificilmente os turistas normais têm acesso, isto tudo com uma guia pessoal (obrigado Gaija).
Bem, valeu a pena para ver o mosteiro à noite e pela companhia. Ainda decidi dar um pulo a um bailarico de mancebos que uns amigos meus estavam a organizar, mas como já era tarde e fazia frio que se farta não me fiz muito velho por lá.
Fotos assim que as descarregar da máquina!

15/04/2008

Culto dos 00



José Gonzalez - Heartbeats

Uma musiquinha para um domingo à tarde. Deixo aqui também o original para verem as diferenças.



The Knife - Heartbeats

14/04/2008

A playlist

Adicionei umas cançonetas à lista de musicas. Quem quiser que dê uma vista de olhos.

O clube, o porco e o domingo


Domingo é dia Santo, até aqui não há novidade. Tenho este hábito de que se for Domingo esforço-me ao máximo para não fazer nenhum, contudo como a maioria dos meus planos, este também costuma sair logrado.
O fim de semana foi atribulado entre duas festas de anos, o serviço no clube, a chegada da tia dos USA e o casório não deu tempo para estar quieto. Sábado vocês já sabem como correu, vamos lá então ao Domingo.
Acordo eu de madrugada (eram 11 da manhã) algo que para mim ao domingo é quase inédito nesta altura, no verão costumo acordar ainda mais cedo, quando me arrasto para fora da cama, bocejo, faço o xixi matinal (demasiados pormenores?) e tomo a minha pílula mágica de tiroxina. Enquanto espero que o comprimido faça efeito, sento-me na varanda e sou de imediato atacado pelos sacos de baba e pêlo ambulantes, enxoto-os, mas não surte efeito, já que eles voltam para vários novos rounds (nesta altura já tenho baba de cão por todo o pijama) eventualmente eles fartam-se, possivelmente desidratados pela perda massiva de baba e arroxam também por ali. Passa o período de espera e vou tomar um banho.
De seguida, vou para a festa de anos, e perguntam vocês? Qual a maneira mais fácil de alimentar e entreter meia centena de adultos? (pergunta que os leitores assíduos desta crónica já sabe a resposta à bastante tempo) Quem respondeu porco no espeto acertou em cheio. Algumas sandochas de porco depois e alguma conversa sobre o estado da nação (que inevitavelmente é, impostos, combustíveis e benfica em ordens alternantes) já estava bem mais acordado. Não fosse o tinto misturado até se poderia pensar que seriam conversas deprimentes, o certo é que até nem foram.
Canção de parabéns depois e já estava eu aqui a planejar a minha saída com pezinhos de lã para uma power nap de meia-hora. Chego a casa a pensar, "Enfim paz" quando o meu irmão cheio de lama da cabeça aos pés começa a berrar "Eh pá, foi espectacular. O percurso foi cinco estrelas e há fotos fenomenais!" ele que costuma ir andar de moto 4 com os amigos no domingo de manhã (porque é que alguém haveria de fazer isso em vez de ficar a dormir é algo que me ultrapassa). Aceno com a cabeça e disparo um "Tens de me mostrar as fotos depois!" em jeito de despachanço.
Já aninhado no sofá, com um filme da TVI a correr, daqueles que em 5 minutos nos põem a dormir como o menino jesus nas palhinhas, quando toca o telefone. "Olha, era só para te lembrar que estás de serviço no clube. Não estavas esquecido?", "Eu? Claro que não!", menti eu olhando tristemente para o meu sofá que nesta altura parecia cada vez mais apetecível, "Lá estarei às 9!". Corri para o sofá, a fazer contas de cabeça, ora bem se dormir uma horita ainda consigo por o sono em dia, quando me deito batem à porta. Largo uma carrada de asneiras e venho ver quem é. Era a tia dos USA, que já não via desde o ano passado, põe-se a conversa em dia, fala-se dos primos que por lá ficaram, entretanto chegam mais pessoas, que arrasam por completo a chance de haver uma sesta decente. Resignado lá continuei eu a por a conversa em dia, preparado para quando sair dali ir directo para o serviço no clube.
O que vale é que nestes dias em que os jogos de futebol acabam às 9 o pessoal sai todo para jantar antes de eu chegar, ficam eu apenas com meia dúzia de clientes, dois ou três a beber café e uma mesa de jogadores do desporto oficial da freguesia, a Sueca e quem estava à espera que falasse no levantamento de cervejas fique a saber que esse é um mero passatempo do desporto oficial. Pouco tempo depois tinha o café vazio. Fecho as portas a horas decentes e vou para casa a sonhar com os meus lençóis já mais que apetecíveis. E assim, termina o dia em que desejei que não se passasse absolutamente nada e em que não parei quieto.

13/04/2008

O casório


Este fim de semana foi o casório de um dos meus melhores amigos. Aquilo fica em nenhures (literalmente, já que mesmo perto da igreja fica a Rua de Nenhures), em Palmela e aqui o moço ainda teve de fazer uns bons quilómetros para lá chegar. Como a minha saúde não anda nos melhores dias a vontade de ir não era muita, não tivesse sido o casamento de quem era e o apoio dos três estarolas (sim, eu também vos amo!) o mais provável era ter virado para trás a meio do caminho. Mas assim em amena cavaqueira com a Jurema lá se fez o caminho que me pareceu bem mais curto que o que realmente era (obrigado Jurema, devo-te uma!).
O casamento decorreu na normalidade, uma vez ultrapassado o choque inicial de ver o Maria das Virtudes no altar com a aliança no dedo. Não pela improbabilidade do casamento, ou por não o ver a casar-se mas pelo simples facto de bater assim de repente. Fodasse, o Maria tá casado. Soa a estranho, como se fossem duas palavras que não fizessem sentido na mesma frase. Mas pronto, ele perdeu a aposta. Agora é tempo de novas apostas. Quem será o próximo? O meu voto foi para o Fura e a Dri mas por algum motivo todos acharam que serei eu o próximo, algo muito improvável, como lhes expliquei, mas que eles ignoraram com um "Sabes acidentes acontecem!", ao que eu tremi ao ver-me de caçadeira apontada a caminho do altar. Mas sejamos sinceros, a probabilidade de eu me casar nos próximos tempos é tão alta como a de acertar no EuroMilhões (o que até vendo não é assim tão mau).
E o pior do casamento, os arranjinhos, caros noivos, agradeço a vossa atenção, mas a vossa capacidade de casamenteiros é tão subtil como um elefante numa loja de porcelanas e é tão eficiente como tentar matar uma mosca com um pionés. Valeu pela tentativa.
De resto, foi o costume quando os magníficos (ia dizer cinco mas nesta altura já são bem mais)se juntam, muitas alarvidades, capazes de fazer corar a prostituta mais experiente, risos e bacoradas que põem os outros convidados de olhos em bico a olhar para a nossa mesa. Mas já é o habitual nestas lides. Depois, foi o arrasto até casa para uma noite de sono reparador, já que no dia seguinte haviam outras festas.

08/04/2008

A despedida

Depois de uma sesta bem dormida para me preparar para o zumzum que ia ser a noite da despedida de solteiro de um dos 5 Magníficos lá fui eu a caminho de Leiria para uma jantarada fenomenal. A despedida de solteiro acabou por ser feita em casa do Zuka a jogar Scrabble e a beber Coca-Cola (esta é a versão oficial para evitar retaliações graves).
É claro que todos sabem muito bem o que se passa numa despedida de solteiro, mas como este blog é lido por mentes mais impressionáveis e alguns menores de idade (sim, eu sei, tenho mesmo de me cuidar com os palavrões que escrevo) deixo as partes sórdidas de fora.
Já quase raiava o Sol quando cheguei a casa e já estava bem necessitado da soneca. Mas foi bom estar com a malta. Meter a conversa em dia, beber umas fresquinhas (pouquinhas claro) e jogar Scrabble *assobio*.
Agora para a semana é o casório, com promessas de mais festança.


Tiazinha no scrabble vale muitos pontos

07/04/2008

O final

Estava ontem a ver o Câmara Clara na Rtp2, e não, não sou um intelectual elitista, estava só a ver se o sono chegava, que terminou com o que é a minha opinião um dos melhores finais de filmes de sempre, o Dr. Strangelove que acaba com uma música da Vera Lynn "We'll meet again" e que sabe mesmo à cereja no topo do bolo. Assim puz-me a pensar nos quais seriam para mim os melhores finais de filmes de sempre e sem ser exclusivo e sem qualquer ordem específica aqui ficam (para quem ainda não viu os filmes prossiga com cautela):



Música: Vera Lynn - We'll meet again



Música: Aimee Mann - Wise Up



Música: The Pixies - Where is my mind

06/04/2008

Culto dos 80



Can i play with madness - Iron Maiden
Dedicado ao Xpto, o noivo! Relato do fim de semana para breve.

As panorâmicas


Sábado de manhã foi passado no meio da serra a servir de guia enquanto um amigo meu tirava panorâmicas para um trabalho de DVD que estava a fazer. Como não queria estar a atrapalhar a concentração dele e também não me apetecia estar a olhar para ontem levei a minha pequenina Fuji F31-fd para me divertir a disparar contras as orquídeas que encontrava na serra. Convida-se o meu micro companheiro que está sempre pronto para a aventura e lá fomos nós, o cosmos, aqui o je e a formiga atómica para os requantos mais altos da serra de aire e candeeiros.
Ainda deu para apanhar algumas orquídeas. As barlias por esta altura é que já estão velhas e pouco vistosas. A chuva que aí vem de certo que vai dar para as refrescar.
Estava um dia mesmo muito bom para andar a pé. Foi pena é estar uma névoazinha manhosa que não deixava tirar imagens como deve de ser, mas pelo que ouvi dizer um pouco de pós-produção e põe as coisa no sitio.
Depois, acabamos na inevitável Maria dos Queijos a lambuzarmo-nos com uns queijinhos frescos, com morcela e chouricinha na brasa, que acaba por ser o problema, já que quando acaba por chegar a carne já estamos empanturrados com as entradas. Mas foi muito bom. A dor de cabeça é que não ajudou. Quando cheguei a casa foi tomar uma aspirina e dormir umas horitas, já que se aproximava uma looooonga noite!
O resultado das orquídeas foram estes:


Orchis mascula


Orchis italica


Barlia robertiana


Aceras antropophorum


Ophrys bombyliflora

31/03/2008

Culto dos 90



Massive Attack - Teardrop
Acho que todos conhecem este música. Mas de qualquer forma aqui fica o registo.

A hora


Este fim de semana mudou a hora. Preciso sempre de uns dias para me habituar a estas coisas. Acho que o governo criou esta mudança na hora para mostrar a quem nunca andou de avião durante longas viagens a que sabe o jet lag. Assim para mim foi como se me tivesse deitado às duas da manhã e me tivesse levantado às 6. O dia arrastou-se com longos bocejos acompanhados de muito esfregar de olhos e algumas idas à casa de banho lavar a cara. Não que eu não goste do horário de verão, porque gosto. Assim já posso ver o sol sem ser só de manhã. Mas custa-me a adaptação.
Para ser justo, não foi tudo devido à mudança da hora. As festas da Pascoela da territa também fizeram mossa. Sexta, sábado e domingo é dose. Infelizmente devido à p*** da medicação não pude beber umas mines valentes, que conseguem tornar qualquer bailarico numa experiência suportável. Assim passei o resto da noite a recusar amavelmente as mines que apareciam. "Mas de certeza que não queres? Olha mais fica!", ora f******-se, eu querer até queria, mas depois do efeito da segunda mine se bebesse uma terceira adormecia de tal forma que só me acordavam com uma injecção de epinefrina à la Pulp Fiction.
Mas enfim, ainda deu para ver alguns amigos que já não via à bastante tempo, pôr a conversa em dia e ajudar os meus vizinhos já que eram eles a organizar a festa desta vez.
Ah, e a ginjinha da Lu era de beber e chorar por mais. Mas para variar aqui o cortes só pôde beber dois míseros copitos.

29/03/2008

A garfa


Estava eu sentado na varanda, a atazanar a vida aos meus cães, depois de uma noite curtinha devido à farra, quando me apercebo do zumbido. Ainda pensei se seria alguma planta em flor e que as abelhas andavam na sua azáfama do mel, mas não, não havia planta nenhuma que justificasse tal zumbido. Depois lembrei-me, deve ser o meu vizinho que anda de volta das colmeias, o que até nem é incomum, andarem as abelhas num corropio porque lhe andam a assaltar o mel. Continuo a saborear o meu cigarro e a atazanar os cães quando o número de abelhas aumenta, neste momento já eram centenas no ar e lembrei-me, uma garfa, é uma garfa!
Nesta época do ano, as abelhas começam a criar novas rainhas que por sua vez abandonam a colmeia levando consigo parte da mão-de-obra para colonizar novos territórios (algo que muitos apicultores não lhes agrada porque enfraquece a colmeia mãe). Fiquei de olho nas abelhas, sabendo que iam pousar por ali perto. Assim aconteceu e aterraram todas num cacho bem pertinho de onde moro. Vou espreitar e lá estava o cacho de abelhas penduradas num galho. Para quem não sabe, uma garfa é o nome dado a este enxame secundário que abandona a colmeia principal.
Agarro na máquina fotográfica e aproveito para tirar umas fotos ao meu achado que nesta altura já tinha pousado e se preparava para pernoitar. Ligo para o meu amigo que é apicultor e pergunto se ele quer aproveitar a garfa, ele diz que sim e pouco tempo depois lá estava com o seu cortiço (colmeia artesanal feita com cortiça). Agarramos num punhado de abelhas e empurramo-las lá para dentro, algum tempo depois já só tinham ficado algumas da parte de fora e já estavam as abelhas todas contentes na sua nova casa temporária.
E para quem ache que é preciso ter tomates de ferro ou uma tendência masoquista para agarrar um punhado de abelhas, fiquem a saber que as abelhas enxameadas (que andam à procura de nova casa) são extremamente dóceis, vêm cheinhas de mel. Não que não seja possível apanhar uma ferroada (que acabou por acontecer) mas só aconteceu porque a apertei um pouquito de mais e ela se sentiu assustada. De resto andavam calminhas a proteger a sua rainha e agora estão na casa nova.
Já há algum tempo que não apanhava uma garfa, e os meus dias de apicultor já lá vão (em que ajudava o meu vizinho). Por isso soube-me mesmo bem encontrar esta pequena maravilha.



27/03/2008

Os pais

Havia de existir um teste de aptidão à paternidade/maternidade!
(e não estou a falar dos meus, esses até fizeram um excelente trabalho, fim de desabafo)

24/03/2008

Os quadradinhos


Os quadradinhos foram/são uma paixão já antiga. Tudo começou com a Turma da Mónica e do Cebolinha. Bastavam-me dar um livro destes para me entreter por horas a olhar para os desenhos e a tentar ler o que cada um dizia. Depois mudei para a Disney, com os seus Hiper-Disney, calhamaços versão paperback dos mangas japoneses com dezenas e dezenas de histórias e era ver-me horas a fio agarrado a ler as aventuras do Donald, da Vovó Donalda, dos escuteiros mirins, do Tio Patinhas, do Professor Pardal e do Lampadinha, do SuperPateta e os seus amendoins...
Alguns anos depois descobri os X-Men por acidente. Ainda me lembro do primeiro livro que comprei. A saga da Dark Phoenix em versão brasileira, um dos marcos dos comics americanos. A partir daí foi o vício completo, ele eram os X-Men, os Quarteto Fantástico, a JLA (na fase do Bwa-ha-ha), a Tropa Alfa, ... tudo em brasileiro. Depois passaram a ser editados em Português mas foi sol de pouca dura. Ainda assim de vez em quando tinha acesso a uma ou outra loja que trazia os comics na versão original. Aliás foi assim que conheci grandes livros como V for Vendetta, Watchmen, LEG, The Dark Knight Returns, Sandman, Kingdom Come... e outros de temática mais madura (e por madura eu não quero dizer pornográfica).
Agora já não tenho muito tempo para os comics. Mas o bichinho continua lá, por isso de vez em quando é ver-me rumar à Amazon.Co.UK e actualizar-me com os paperbacks das séries que vejo têm tido boas reviews. Acabei à pouco o Y the Last Man, que recomendo vivamente. Experimentem esta leitura alternativa, vão ver que não se arrependem. Andam por aí coisas aos quadradinhos muito boas.

A música


Como já estava a ficar farto do Last.Fm porque me atrasava o blog, mudei para o SeeqPod. Assim podem continuar a ouvir as minhas cantilenas favoritas sem o arrasto que era o outro. Boas audições!
Ah e para ouvir música no trabalho também me parece muito bom.

23/03/2008

A canjica


Este ano tive uma Páscoa original. Um casal amigo convidou-me para o almoço de Páscoa deles para comemorar o nascimento da sua filha mais nova. Ora este casal é brasileiro, e o meu amigo era cozinheiro antes de imigrar para Portugal. Assim, o almoço prometia.
Tudo começou com carne grelhada com fartura à boa moda brasileira acompanhada de mandioca cozida e de uma saladinha com um molho especial brasileiro que faz qualquer vegetariano comer e chorar por mais. Tudo isto regado por um suco de frutas delicioso. (comprimidos e vinho não funciona para muita infelicidade minha)
Para a sobremesa foi uma deliciosa canjica. Sobremesa típica brasileira, feita com milho, amendoim, leite de coco. Pode-se dizer que é ligeiramente parecido com o nosso arroz doce, mas mais liquido e exótico. Bem, ficou para repetir.
É claro que o melhor de tudo foi a amena cavaqueira. O quentão (bebida também típica destas andanças) ficou prometido para uma próxima vez.


Canjica

A rapidez


Passou que foi um pulinho estas mini-férias. Quinta-feira devido à tolerância de ponto dos funcionários públicos a empresa onde trabalho deu-nos a tarde de folga. Como qualquer boa empresa que se preze, aproveitam o tempo extra para combinar uma actividade de grupo. Eu para não ser (mais) apelidado de anti-social vou arrastado também. A sério que não sou anti-social, mas depois de passar 40(+) horas por semana sempre com a mesma gente, às vezes sabe bem alguma distância. Não é nada pessoal. Mas pronto, assim lá vamos para o laserquest onde um dúzia de adultos correm atrás uns dos outros com pistolas de luzinhas e brincam às guerras. Pá, pessoal, se não doi não tem piada.
Assim que me consegui escapulir foi voltar para casa fazer algumas limpezas de primavera e passear os bobies que já me imploravam para os levar a esticar as pernas. À noite veio mais uma consulta médica. Acho mesmo que deviam criar um cartão de descontos, para clientes assíduos, tipo os da galp que dão pontinhos e podemos trocar por inutilidades e nos fazem pensar que somos menos roubados.
Na sexta-feira como é dia santo e se tem de respeitar, foi nanar. De manhã esticar as pernas com os bobies e à noite um cafézinho com amigos.
No sábado foram as tradicionais compras da páscoa e uma reunião dos Pedras Soltas a preparar as actividades para este ano. E que actividades vão ser! Fiquem atentos.
Estes dias passaram tão rápido. É o que parece acontecer quando correm bem.

22/03/2008

Culto dos 00



Goldfrapp - A&E
It's a blue, bright blue Saturday, hey hey
And the pain is starting to slip away, hey hey


Não está um dia muito bonito mas pronto...

19/03/2008

A contestatária


Já vos disse que adoro a Mafalda?
É daqueles livros intemporais que leio e leio e nunca perdem o significado. De facto já conheço algumas tiras de cor. Mas ainda assim não consigo evitar a gargalhada. Foram os 15€ mais bem empregues que já dei por um livro. Se puderem comprem. É mesmo intemporal.

18/03/2008

O culto dos 90



Portishead - Roads
Pois é, já lá vão 14 aninhos que esta pérola saiu. Na altura andava mais preocupado com outras batidas. Só em 98 descobri aquele que para mim é um dos melhores álbuns ao vivo de sempre. O Roseland NYC Live, se puderem procurem esta pequena maravilha. Escolhi a Roads, como podia ter escolhido a Glory Box ou a Over. Não interessa.
Não é um álbum para ouvir todos os dias. Mas nos dias em que é para ouvir não há nada melhor.
Para os mais desatentos, vai sair no dia 28 de Abril o novo álbum deles, o Third. Não sei se vou comprar. Acho que é muito depressivo (até mesmo para mim). Já tenho o Live, o resto é paisagem.