Histórias de eventualidades, improbabilidades, bicharadas, noitadas e coisas do arco da velha que de alguma forma me acabam sempre por acontecer. Crónicas diárias com a matilha, muita bicharada à mistura, muita música e sempre com um humor caústico como muita gente gosta de o caracterizar.

29/01/2008

A lista


Coisas a fazer:
  • Piscar o olho a uma velhota;
  • Visitar a avó que fracturou a perna em dois lados;
  • Beber um oolong;
  • Experimentar as palhinhas com sabor;
  • Fazer sushi;
  • Fotografar os waltl e pygmaeus deste ano;
  • Gritar, "F$%&$%$%, C#%$&#$";
  • Correr atrás da minha cadela enquanto ela tenta comer as ovelhas do vizinho;
  • Organizar as fotografias;
  • Ver o "Little Miss Sunshine";
  • Dar uma prenda à minha afilhada;
  • Saltar à corda (tenho andado com vontade de fazer isto);
  • Levar os putos à Paiã;
  • Comer buchetes;
  • Apanhar uma bezana no Carnaval;
  • Voltar à Ti Maria dos Queijos;
  • Vestir a minha t-shirt nova do Amphibio.Org;

28/01/2008

Culto dos 00



Shakira - Pure Intuition
O raio da música não me dai do ouvido.
Ela é boa! Errr, a música claro, errrr.

27/01/2008

O padrinho


Vou ser padrinho. Hoje fizeram-me o convite oficial.
Ela chama-se Matilde Sofia e tem quase dois mesinhos. É uma miúda linda.
Escusado seja dizer que estou todo babado. O resto do fim de semana foi interessante. Com a assembleia geral na Associação Cultural e Recreativa "Pedras Soltas" com promessas muito interessantes de actividades para este ano.
No sábado aproveitei para ajudar os meus pais com os animais deles. Já há algum tempo que não fazia isto. Andar com uma manada de vacas atrás. Ah, a boa vida. E as barrosãs estão prenhes. Vêm aí vitelinhos. Foi um excelente fim de semana.
O próximo também promete com a "Passagem de Ano - Redux" e o Reptile day na zooexótico!
Vai ser bom.

23/01/2008

Culto dos 90



Today - Smashing Pumpkins

Mais uma memória dos meus teens. Muito bom.
Today is the greatest day I've ever known.
Can't live for tomorrow, tomorrow's much too long.
Aaaaah, bons tempos!

21/01/2008

O cordyceps - Parte II

Como prometido aqui ficam as fotos:

Vista geral

Hygrocybe aurantioviscida

Ramaria spp.

Mycena haematopus

Pulcherricium caeruleum

Gymnopilus spectabilis


Exidia saccharina

Fotógrafo: Rui Oliveira Costa A quem agradeço desde já a disponibilização das fotografias (e o dia bem passado).

20/01/2008

O cordyceps


Mais um fim de semana que passou e muito bem passado. Hoje foi aprofundar os meus conhecimentos de micologia. Micologia é uma área que já há muito me fascina mas sobre a qual ainda não adquiri os conhecimentos suficientes.
Nos últimos meses a conjuntura proporcionou-se a que tivesse umas aulinhas de micologia aplicada e melhor, tudo no meio quintal. Com esta brincadeirea toda acho que já consigo identificar distinguir uma Russula, de uma Ramaria, de um Lactarius. Não que seja difícil mas entendam que os únicos que conhecia o nome eram os Macrolepiotas e os Calvatia.
O domingo foi passado com excelente companhia nas matas da minha quinta embrenhados no meio da vegetação à cata dos tão preciosos cogumelos. E o tempo passou tão depressa que nem demos pela chegada da hora de almoço (excepto pelos nossos estômagos que já roncavam). Uma sandocha depois e lá estávamos nós outra vez embrenhados em mato à procura das riquezas(e segredos) micológicas da região.
Para mim o ponto alto do passeio foi o Cordyceps militaris, um fungo parasita que ataca as Processionárias do pinheiro e as destrói por dentro tendo depois uma frutificação muito interessante (como vêem não é só no tibete que há destas coisas)
Fica o retorno prometido, quando vierem mais chuvas.
Fotos para breve!

15/01/2008

Culto do 90



K's Choice - If you're not scared (Album: Cocoon Crash)
Um dos meus álbuns favoritos de sempre. Ideal para quando me dá uma crise de tétano (i.e. deitar-me na cama a olhar pró tecto e a fazer contas à vida). De som muito pop-rock e letras agri-doces que baste é um álbum que esconde a sua força debaixo de um som bubblegum cor de rosa. Altamente recomendado.

10/01/2008

Culto dos 80



Toy Dolls - Nellie, the Elephant

08/01/2008

Os lemmings

A patrulha das salamandras


Já se tornou quase tradição de fim de semana o resgate das salamandras. Ao sábado e aos domingos lá vou eu com os putos atrás e camaroeiro às costas bater as cisternas da região. As salamandras na procura de uma lugar com água para procriarem caem dentro destes poços e não conseguem sair, morrendo ou de fome ou afogadas na água das chuvas que se acumula. Os miúdos vão todos contentes (para variar) com o camaroeiro no ombro "salvar as samalandras" e uma a uma lá as içam do poço sombrio, guardando-as dentro de um pequeno balde. Depois uma a uma retiram-nas do pequeno balde e colocam-nas perto de um muro ou amontoado de pedras para elas se poderem esconder e fugir do sol que as resseca. Nesta altura as salamandras já de tanto stress começaram a libertar as suas toxinas (salamandarina) protectoras. Os miúdos já sabem que não podem levar as mãos à boca nem tocar nos lábios ou nos olhos. Lavam as mãos no balde já vazio de salamandras e cheio de água, agarram no camaroeiro e dizem "Para a semana temos de voltar senão morrem afogadas". No outro dia ouvi um deles dizer "Podemos levar uma?" ao que um dos outros respondeu "Não, senão para o ano queres brincar com elas e já cá não estão."
Com esta brincadeira toda já o miúdos aprenderam uma lição importante. Já sabem que as nossas salamandras são da espécie Salamandra salamandra gallaica e que é importante não as retirar do seu meio ou corremos o risco de não as mais encontrar. E isto tudo com brincadeiras inocentes. Fico com confiança no futuro e orgulho nos meus putos.
De seguida vamos para casa, comemos uns medronhos pelo caminho, apanhamos uns cogumelos para comer em casa (Macrolepiotas) e vamos reconfortar o estômago com um leite quente.

05/01/2008

O Favaios


Nem sei porque me preocupo em perguntar ... Todos os anos é a mesma coisa. Onde vamos passar a passagem de ano? Nazaré, Vieira, Mira, Leiria ... Não, é para a Paiã. Já não se considera se quer outra coisa. A passagem de ano é na Paiã com os tomates à lareira a assar chouriça e a empinar bejecas. O bilhete de entrada é sempre as garrafas de Favaios. É um pequeno preço de entrada para uma noite que sempre promete.
Durante o ano os Magníficos e Ca. andam pelo mundo com promessas de reencontro, mas aquela noite é nossa. A partir do momento que entramos àquela porta todos os anos desaparecem e voltamos às noites de universidade no sofá dos capuchos.
E que fazemos perguntam vocês? Bem, sentamo-nos de mãos dadas e fazemos uma corrente do amor ... É claro que não é isso que fazemos, passamos a noite a jogar ao "Cai a noite na aldeia", ao "Desconfia", e outros jogos que tais. É bom relembrar que já somos quase trintões e a maior parte de nós com canudo, mas pronto aquela noite é passada na simplicidade, com um copo de favaios na mão, um prato de pistácios e o Jenga a balouçar em cima da mesa.
À meia-noite corremos para o miradouro e vemos o fogo de artificio até onde a vista alcança (que naquele sítio vai quase até Lisboa). A noite só acaba de dia com o sol a despontar no meio do nevoeiro da serra. A cura para a ressaca é uma laranja ainda verdinha apanhada da árvore. Depois lá voltamos nós para as nossas vidinhas e aos nossos problemas, mas aquela noite foi nossa, numa casa no meio de lado nenhum, um copo de favaios na mão e rodeados dos melhores amigos que alguma vez poderíamos ter pedido.

30/12/2007

A resolução


Resolução de fim de ano: Deixar de fumar!
Nestes anos todos já se tornou tradição ter esta resolução. Até porque eu já deixei de fumar. Várias vezes...

28/12/2007

Culto dos 00



The Bell Orchestre
- Throw it on a fire

27/12/2007

A consoada


Irritam-me as pessoas que não gostam do Natal, que acham que é uma altura hipócrita, que é a época do consumismo, do egocentrismo, de gastar o que se tem e o que se não tem. Francamente não me considero a pessoa mais católica, não costumo ir à missa e não tenho muita pachorra para falsos moralismos cristãos, mas sinceramente gosto do Natal e acho que iria continuar a gostar ainda que fosse judeu, jeová ou muçulmano.
Senão vejamos, ainda que não concordemos com dar prendas e gastar um balúrdio em coisas fúteis é o dia da família e para passar com a família. Como pode haver alguma coisa errada com o dia das famílias e por famílias não sou tão tapado a pensar apenas nas famílias tradicionais. Hoje cada um de nós tem muitas famílias, a da escola, a de sangue, a do trabalho, os amigos, ... enfim há tantas famílias como há cores.
Este ano para não variar passei o Natal com a família de sangue. É bom sentarmo-nos todos à mesma mesa, rir juntos, comer o bom bacalhau, os sonhos (de certo que há aqui algum sentido metafórico que me escapa) e o belo do escangalhado juntos. E depois jogar uma bela sueca ou bisca de nove em redor da fogueira enquanto esperamos pela meia-noite acompanhados de chá de cidreira e muitos sonhos. E não é pelas prendas, desenganem-se. Nesta altura já foram entregues e desembrulhadas. Ficamos à espera do vento da meia-noite. Segundo reza a tradição do lado em que estiver o vento é o lado de onde irá soprar mais durante o ano que aí vem. É uma superstição ridícula como todas as boas superstições o são, mas é a nossa tradição. Algo que ansiava enquanto era pequenino mas que nunca conseguia cumprir porque o João Pestana teimava em pesar em cima das minhas pálpebras com o peso de uma noite cheia de brincadeiras. Agora é o pretexto para passarmos a noite juntos e em amena cavaqueira a ouvir o lume crepitar.
É claro que não sou hipócrita e entendo os argumentos de "porque é que não fazes isso durante o resto do ano?", fazer faço. Mas na noite de Natal tem um sabor especial. Não sei se é o ar cristalino da noite, se o cheiro das chaminés na aldeia, sei que é como as laranjas, que sabem sempre melhor se forem apanhadas da árvore e prontamente comidas.
Quanto às pessoas que acham que o Natal é consumismo absurdo e hipocrisia institucionalizada, se calhar não o estão a fazer como deve de ser.

23/12/2007

A árvore


Ontem estive de serviço na ACR (Associação Cultural e Recreativa). Para quem não sabe o que é, trata-se de um bar que costuma funcionar no clube desportivo lá da terra de forma a financiar as actividades "desportivas" da associação.
É uma coisa que me dá gozo fazer, trabalhar num bar ou no restaurante. Já quando andava na universidade e trabalhava aos fins de semana no restaurante de forma a arranjar mais um dinheirito para passar a semana mais folgada, gostava de trabalhar no restaurante.
Nunca percebi muito bem porquê, as pessoas não costumam ser muito simpáticas e estamos ali apenas a debitar bebidas e comida como se de uma máquina de vending se tratasse. Mas não sei, agradava-me a interacção com as pessoas. Isto tudo para dizer que trabalhar numa ACR é parecido, só que com mais bebedeiras e pessoal a avacalhar.
Então conversas de bebâdo são fantásticas. A de ontem foi um verdadeiro diamante. Alguém disse que tinha estado a cag*r atrás de uma àrvore, não me perguntem a que propósito já que só apanhei a conversa a meio (isto é um dos perigos de se trabalhar assim, corre-se o risco de se ouvir o que não se quer). Nisto pergunta o outro, "Fod****, como é que car**** sabes onde é a parte detrás da árvore?" ao que o primeiro responde "Duh, é onde estava a cag*r!". Nisto segui-se a discussão mais interessante que já ouvi sobre o conceito "atrás". Eles ficaram a discutir sobre horas. Bem quando os consegui por a andar e fechar o estaminé já eram três da manhã. Mas pronto, agora já sabia onde é a parte de trás de uma árvore. E se algum tiverem de o procurar, cuidado onde põem os pés.

A ti Maria dos Queijos


Usando como desculpa a vinda de uma amiga nossa de Taiwan, os Magníficos aproveitaram esta sexta à noite para lhe mostrar uma das tradições mais típicas de Portugal. A tasca! A tasca escolhida foi como não podia deixar de ser a nossa mui típica e com excelente comida Ti Maria dos Queijos. Para quem não conhece (e dificilmente conhecerá a menos que conheça alguém que também conheça) esta taberna fica no Livramento em Porto de Mós. Não é nada chique, como a maioria das tabernas não são. Mas a comida é maravilhosa e o ambiente fantástico. Para abrir como não pode deixar de ser, tem de ser o queijinho fresco com pão a fumegar de ter saído à pouco do forno a lenha. Isto tudo para nos preparar para o que vem a seguir!
A morcela, a entremeada, a chouriça, a farinheira, as febras, alheiras, o bacalhau assado com azeite e alho e o inevitável vinho sucedem-se de forma a deixar-nos bem cheios e satisfeitos.
É sempre bom quando os Magníficos se reúnem. As conversa corre e os temas voam. Este é mesmo aquele caso em que as conversa são como as cerejas, tanto falamos de inteligência artificial, como de roupa, como de cobras, como da "vidinha" (adoro esta palavra). E então quando se junta um belo tinto é um chorrilho de risadas.
Inevitavelmente a conversa acaba num bar qualquer agarrados a algumas loiras a contar as alegrias e as tristezas que passamos juntos e separados.
Agora, para a passagem de ano há mais!

22/12/2007

O Natal

Em jeito de boas festas aos fieis leitores (sim, vocês os 6 sabem quem são!) deste blog,



Happy SILENCE! night!

20/12/2007

O binóculo


Os fieis leitores deste blog já há muito conhecem a minha apreciação da cadeia de supermercados LIDL. Às vezes comento com os meus amigos que gosto bastante do LIDL, ao que eles respondem "Pois, acredito ..." e esperam por algum dito espirituoso que os ponha a rir. Mas não, a sério que gosto. As lasagnas de lá são deliciosas e de vez em quando têm semanas temáticas onde podemos comprar produtos muito difíceis de encontrar ou exageradamente caros (sim, foi lá que comprei o tahini).
Este Natal a prenda que decidi oferecer a mim próprio foi um telescópio pela modesta quantia de 80€. Dizem-me que foi dinheiro desperdiçado, e que não me vai servir de muito. Mas sejamos sinceros. Nem que sirva apenas uma vez já valeu a pena. Aliás já serviu enquanto enregelava os tomates na geada enquanto tentava ver Marte. Mas vi e consegui até ver as calotas polares. Além do mais têm de concordar comigo, um telescópio na sala dá um certo ar de intelectual ainda que provavelmente pouco sirva mais que para um cabide catita. Não que eu precise de ar intelectual, até porque muitos dos meus amigos já dizem que tenho q.b. ("Tens uma maneira esquisita de falar!"). Mas isto tudo para dizer que para a semana vou comprar um par de binóculos, e sim podem dizer que são rascas e afins. Mas não, são Bresser que para quem não sabe pertence à marca Meade, a conceituada de telescópios e para além disso têm prismas BAK-4. Assim se precisarem de um par de binóculos com uma fenomenal relação qualidade/preço, prismas BAK-4, ampliação de 10x50 para observação astronómica, da fauna ou mesmo do Nuno Gomes a marcar um golo no estádio da Luz (acreditem que é um fenómeno raro), podem desembolsar a fantástica quantia de 19,90€ e partir para casa com uma par de olhos novos.

19/12/2007

O frio


Segunda-feira recebi mais uma prendinha de Natal, desta vez foram os senhores da GNR que me ofereceram um papelinho verde no valor de 120€. São realmente simpáticos.
Ia eu na minha vidinha para variar numa segunda-feira de manhã (e depois admiram-se da minha aversão às 2ªs de manhã) quando o senhor me manda encostar à box. "Os papeis da viatura se faz favor", depois de lhos ter entregue disse-me "Sabe, ia em excesso de velocidade" ao que respondi "É provável". "Vai ter de pagar já a multa para não ficar com os documentos apreendidos" eu acedi e saí do calor da minha "chauffage" para o frio.
Enquanto senhor guarda preenchia os meus dados desabafou "Sabe eu também preferia não estar aqui", ao que eu respondi "Pois, está frio!". Ele olhou e disse "Não, não é por isso." ao que me calei para não fazer mais figura de parvo arrogante.
Para ajudar e para ajudar a situação, o MB não funcionava então tive de ir a cascos de rolha levantar dinheiro para pagar a multa.
Depois de pagar e de chegar atrasado pelo menos uma hora lá dei início a mais uma semana de trabalho.

16/12/2007

A cobra


No fim de semana foi data de exposalão. E lá estive com as cobras a mão a tirar preconceitos da cabeça das pessoas. Isto é das que não fugiam e se estatelavam contra os transeuntes incautos. Até pessoal de cadeira de rodas fugia de mim e das minhas cobras ... Mas se queremos ser surpreendidos pela humanidade é ter uma cobra na mão. Obtemos as reacções mais diferentes. Desde os gritinhos histéricos, até aos "ai que linda", as reações são as mais diversas. Mas de vez em quando aparece alguém que nos surpreende, ou porque esperávamos que aceitasse bem a cobra ou que pelo contrário foge de nós como o diabo da cruz.
Ontem na exposalão, lá estava com um magote de pessoas à minha volta, quando de entre a multidão vejo dois olhos a brilhar, aproximo-se quando reparo num rapaz mais alto que eu com sérias dificuldades em movimentar-se e ainda mais a falar. Mas o sorriso e o brilho dos olhos era evidente. Olhava para a cobra como quem via um pequeno tesouro, perguntei-lhe se lhe queria pegar e ele a muito custo sussurrou que sim. Vinha acompanhado pelo pai que o apoiava e ajudava a movimentar-se e, imagino, que também pela madrasta, uma senhora brasileira que ia tirando fotografias.
A descoordenação das suas mãos tornava um pouco difícil a acompanhar os movimentos
lentos da cobra mas com a ajuda do pai lá ia conseguindo. Ele continuava completamente maravilhado com a cobra, quando o pai lhe disse "Filho, quando ficares bom, vais ter também uma cobra assim", se já estava comovido, pior fiquei, a minha garganta enrolou-se, deu um nó e os olhos incharam. O pai perguntou-me de onde era originária, eu abri a boca e saiu silêncio, tossi, ajeitei a garganta e lá lhes expliquei que vinham da América do norte. Continuamos na conversa por bem mais dez minutos, em que o pai juntamente com o filho me iam contando as suas peripécias com cobras encontradas no campo e que o filho adorava estes pequenos animais.
Entretanto mais pessoas se iam juntando à nossa volta, e a conversa já se tornava difícil com tantas pessoas a fazerem perguntas e a quererem tocar na cobra, assim eles agradeceram e seguiram o caminho, já iam quase no final do stand quando me lembrei da pequena crimson que lá tinha e que ele ia gostar de a conhecer, gritei de longe se queria ver uma pequena cria. Os olhos dele voltaram-se a encher de luz e o pai disse que sim que gostariam muito. Tirei a pequena do terrário que se enrolou numa espiral na mão em berço dele. Mais umas perguntas e respostas depois o pai agradeceu muito a oportunidade elogiou a nossa iniciativa. Agradeci e desejei umas boas festas e vi-os partir.
Fiquei a pensar, nos bichos "peçonhentos, nojentos e viscosos" que tinha dentro do terrário, e na alegria que tinham dado àquela família e voltei para o meio da multidão com entusiasmo redobrado.