Histórias de eventualidades, improbabilidades, bicharadas, noitadas e coisas do arco da velha que de alguma forma me acabam sempre por acontecer. Crónicas diárias com a matilha, muita bicharada à mistura, muita música e sempre com um humor caústico como muita gente gosta de o caracterizar.

10/03/2008

A minha aldeia


Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, em "O Guardador
de Rebanhos".


Eu já vos disse que adoro o sítio onde vivo? Mesmo que isso implique 100 kms de carro para ir e vir do trabalho? Sim, e Alberto Caeiro, mas isso quem me conhece já sabe. É da pouca poesia que consigo ler. Quando for grande quero ser como ele (menos a parte de morrer aos 26 anos). Mas acho que não estou muito em perigo disso. Só se for na próxima vida.

3 comentários:

MrCosmos disse...

concordo que não só tens a mais valia de seres e viveres na parte mais bonita, como a mais tipica, da nossa serra doS candeeiros.

Goza-a bem!
Ele há lá coisa mais pitoresca do que termos de parar o carro para cedermos passagem a uma manada de vacas leiteiras? Expectaculo!

Abraço do MiSteR.

S. C. disse...

Melhor só mesmo uma travagem brusca a seguir a uma curva por teres um rebanho de ovelhas a dormir no meio a estrada, impassíveis. E teres de sair do carro para as ir enxotar, tudo isto às 4 da manhã!

[adriana oliveira] disse...

Como eu te entendo...